
Acampamento Velho (ou Serra Baberaquá)
Serra nos municípios de São Gabriel, São Sepé, Lavras do Sul e Caçapava do Sul, sendo uma ramificação da Serra do Herval. Denominação vem de antigo “quartel de inverno” de tropas farroupilhas.
Área
A área (ou superfície) total de Lavras do Sul/RS é, segundo o IBGE (2022) de 2.600,9 km² (publicações diversas apontam entre 2.600 km² e 2.680 km²). Em hectares, são 260.900 ha. O Primeiro Distrito (Sede) tem 1.260 km² e o Segundo Distrito (Ibaré), 1.341 km². Corresponde a 0,9% do território do Rio Grande do Sul. Considerando a área municipal, é maior do que Porto Alegre e mais 18 capitais brasileiras. É o 20º maior município gaúcho em área e o maior do Estado com menos de dez mil habitantes.
Arroio Espinilho
Com corrente tímida cristalina, é afluente do Estaqueador.
Arroio Ibaré
Tributário do Jaguari, passa junto à zona urbana do Segundo Distrito, com abastecimento de Pipas e uma ponte regular.
Arroio Cambi
Tributário do arroio Taboleiro, dividindo Lavras do Sul de Bagé.
Arroio Imbicuí
Tributário do Camaquã-Chico, corta os campos da região da Mantiqueira.
Arroio Jaguary
Também denominado Pirajacá, nasce na Coxilha Geral, com as cabeceiras à altura de João Câncio e Três Estradas. Recebe vários e pequenos cursos d”água, direção leste-oeste e dividindo Lavras do Sul de São Gabriel, desembocando no Rio Santa Maria. Também apresentou registros de Pirajaçanã e Jaguari-Mirim.
Arroio Maricá
Divide Lavras do Sul de Caçapava do Sul, tributário do Camaquã e do América.
Arroio Salsal
Tributário do Jaguari (6 km de extensão), citado pelo ilustre escritor Alcides Maya.
Arroio Salso
Tributário do Jaguari, banhado do Salso e proximidades. Localizado no Segundo Distrito.
Arroio do Tabuleiro
Nasce na Coxilha do Taboleiro e é tributário do Camaquã-Chico, próximo aos Três Passos.
Arroio Taquarembó
Tributário do Santa Maria, que nasce em Bagé (origem do nome vem do tupi-guarani. Também divide Lavras do Sul de Dom Pedrito (o afluente se chama Taquarembozinho).
Arroio das Canas
Tributário do arroio Jaguari.
Banhado dos Correa
Zona que apresenta água estagnada, com cobertura de vegetação. Tem esta denominação por conta dos moradores pioneiros do local, que está situado entre o Arroio Jaguari, Passo da Tuna e Tabuleiro.
Banhado do Salso
Junto ao Jaguari, tem de 300 a 400 metros de largura, estendendo-se ao longo do arroio do Salso, por cerca de meia légua. Em chuvas fortes, é quase intransitável, sendo possível até nadar nele.
Barro Vermelho
São duas zonas, uma junto à sede municipal (saída para o Ibaré, Jaques, próximo ao Parque do Sindicato Rural de Lavras do Sul) e outra próxima às Três Vendas. Faixas de terrenos de cor avermelhada, com teor alto de argila, dão origens às localidades assim denominadas.
Batovi
Cerro situado no município de São Gabriel (ponto mais elevado do município vizinho). A Serra do Batovi se espalha por Lavras do Sul e São Gabriel.
Boa Vista
Localidade e estância próxima ao Ibaré.
Camaquã
Antigamente, os mapas gaúchos apresentavam diversas denominações do Camaquã. O nome é vem do tupi-guarani (icabaquã: olhos d”água – orifício do seio – rio das tocas). Vários afluentes são vertentes do Rio Camaquã, que tem 420 km de curso, até desembocar na Laguna dos Patos.
Camaquã-Chico
Importante tributário nascido na Coxilha de São Sebastião. Divide Lavras do Sul de Bagé. Forma uma junção com outros tributários (Maricá, Macedos e Jaques – dando origem ao Camaquã do Hilário, limite Lavras do Sul/Caçapava do Sul.
Camaquã do Hilário
Nome surgido a partir de um antigo morador do passo. Ganhou citação durante a Revolução Farroupilha, em documento datado de 1842.
Camaquã dos Macedos
Curso dӇgua que percorre os campos que pertenceram ao Visconde do Serro Formoso (Tem. Cel. Francisco Pereira de Macedo.
Camaquã do Jacques
Percorre uma região de sesmaria, requerida por João Guilherme Jacques, em 1811.
Camaquã Pelado
Com nascentes em São Gabriel, a maior parte de suas margens são desprovidas de mato, daí a sua denominação.
Camaquã da Nazária
Tem o nome por conta de Maria Nazária, primeira moradora da região, uma ponta do Camaquã do Jacques.
Camaquã de São Domingos
Origem de Domingos Rodrigues Nunes, que recebeu uma sesmaria na região, em 1829, além de invocação do nome de santo da mesma denominação.
Camaquã-Grande
Denominação vulgar do Arroio Camaquã-Chico.
Camaquã das Lavras
Nasce na Coxilha da Meia Lua e corta a Sede Municipal, com mais de 30 km de extensão.
Cabanha Maria
Estabelecimento pastoril do município, de propriedade de sucessão do Dr. Leopoldo Pires Porto, em que foi instalado um dos primeiros banheiros de eliminação de carrapatos do município, além de estrutura de reprodução e importação de gado, chegando a ser referência regional.
Caleira
Conhecida também como Caieira Cel. Linhares, tem um local de forno para processamento do calcário. Localiza-se no Segundo Distrito.
Campos dos Maya
Localiza-se no caminho entre Lavras e São Gabriel.
Cancha do Barro Vermelho
Neste local, antigamente, era uma carreira. Se localiza-se próxima à zona urbana.
Cardosa
Localizada entre Lavras do Sul e Bagé, presume-se que os campos foram ali denominados graças à Dona Maria Cardoza Soares, moradora que contribui com novilhos para pagar as despesas da Guerras dos Farrapos.
Casa de Cultura José Néri da Silveira
A Casa de Cultura José Néri da Silveira teve sua inauguração em 14/09/1991. Localiza-se na Adão Teixeira da Silveira, 400, Centro, e sua construção é de 1910. Já foi sede da Prefeitura Municipal entre os anos 1960 e 1980 e abriga a Biblioteca Municipal Professora Anita Medeiros. Um grande acervo histórico do Município, com objetos e fotografias, é encontrado no local.
Cerrito
Ou também Cerrito de Ouro, próximo à cidade. Há ainda vestígios de antigas escavações de ouro.
Cerro Branco
Propriedade da família Souza, próximo à estrada Lavras/Bagé; nome originado pela grande ocorrência de amianto.
Cerro dos Burros
Primeira e antiga denominação do Cerro Formoso.
Cerro do Diabo
Próximo ao Rincão do Inferno, tem uma passagem incômoda e difícil em dias de chuva.
Cerro Formoso
Batizado por D. Pedro II em 1865, que visitou o Sr. Cel. Francisco Pereira de Macedo. É uma elevação que se avista em frente à Estância do Cerro Formoso.
Cerro do Padre
Localizado junto ao Rincão do Inferno, com nome de origem dos padres jesuítas que outrora habitavam a região.
Cerro Partido
Elevação avistada a frente da Estância das Cordilheiras, de propriedade do Sr. José Donairo Teixeira.
Cerro do Tigre
Ramificação da Serra do Batovi, localizado a poucos quilômetros da Sede Municipal. Pertence à família Souza.
Climatologia
O clima é subtropical úmido, com as quatro estações do ano bem definidas, verões e invernos bem rigorosos (no verão, as temperaturas podem chegar próximas dos 40ºC, e no inverno, as médias são de 6ºC a 12ºC, podendo chegar facilmente a 0ºC, com grande ocorrência de geadas). Anualmente, em média, são registradas de 15 a 30 geadas no território lavrense. Em julho de 1994, Lavras do Sul teve o seu maior registro de neve da história.
No Município existe uma pluviosidade significativa ao longo do ano. Mesmo o mês mais seco ainda assim tem muita pluviosidade. Sobre as temperaturas, a média anual é de 18°C, e a pluviosidade média anual é de 1408 mm.
Dezembro é o mês mais seco, com 96 mm. Em setembro cai a maioria da precipitação, com uma média de 135 mm. Janeiro é o mês mais quente do ano com uma temperatura média de 23°C. Ao longo do ano, junho tem uma temperatura média de 13,3°C, sendo a média mais baixa do ano.
O engenheiro agrônomo Luiz Fernando Saraiva de Souza (Nanana) mantém, na propriedade da Chácara do Laranjal, próxima à Sede Municipal, um espaço para a medição da pluviosidade (volume de chuvas), cujos resultados são bastante divulgados pelos órgãos locais de mídia. A Rádio Pepita FM também contribui com o fornecimento de informações meteorológicas, transmitindo a cada meia hora, nos intervalos comerciais de sua programação, dados sobre a temperatura no momento na cidade.
Extremos na pluviosidade nos últimos anos em Lavras do Sul. Nos últimos anos, estão mais comuns em Lavras do Sul os extremos de chuva, com irregularidades nos volumes e períodos alternados de muita chuva ou de uma grande falta de chuvas.
No século XXI, pelo menos dois períodos de estiagem afetaram Lavras do Sul, com consequências na agropecuária e na vida da população: entre 2010 e 2013 e entre 2021 e 2023.
Após cerca de dois anos de estiagem (2021 e 2022), por influência da fenômeno “La Niña” (esfriamento das águas do Oceano Pacífico, no litoral do Peru, que provoca seca no sul do Brasil e chuvas excessivas em outras regiões do país), o Rio Grande do Sul e também Lavras do Sul agora (2023) tem a influência climatológica do “El Niño” (o oposto do “La Niña”, formando um grande volume de chuvas no sul e seca na Amazônia e Nordeste). Com isso, em setembro de 2023, até o dia 27/09/2023, foram registrados 606 mm no município, de acordo com a coleta na Chácara do Laranjal, de propriedade do sr. Luiz Fernando Saraiva Souza (Nanana), superam o mesmo mês em 2001 (441 mm, antigo recorde em 41 anos).
Companhia de Danças de Lavras do Sul
Segundo a página do Facebook: Em 01/12/1995 surgia em Lavras do Sul a Companhia de Dança de Lavras do Sul, entidade voltada ao Folclore Gaúcho, Latino-Americano e Brasileiro. Ganhou força e ficou conhecido regionalmente até chegando ao convite pra um “TOUR” na Europa. Teve em sua história uma pausa que quase gerou sua dissolução, mas em novembro de 2010 reabriu seus trabalhos, ainda em reconstrução, hoje somos umas das mais reconhecidas entidades de nossa cidade e região.
Cordilheiras
Pequena cadeia de morros, localizada entre os Camaquã América, dos Macedos e Maricá.
Corredor do Tira-Ceroulas
Localizado no Segundo Distrito, corredor que vai até a localidade de Três Estradas.
Coxilha de São Sebastião
Estende-se pelo município de Lavras do Sul, até ser denominada como Coxilha do Taboleiro.
Coxilha do Maricá
Situada nos limites com Caçapava do Sul e São Sepé, tem grande extensão. Abriga a nascente do Camaquã América (um dos formadores do Rio Camaquã). Caracteriza-se pelo formato dorsal e já abrigou um antigo cemitério.
Coxilha do Barro Vermelho
Denominado entre as coxilhas do Tabuleiro e Três Passos.
Coxilha do Fogo
Encruzilhada na saída para Caçapava do Sul, indo para Vista Alegre, Rincão dos Rocha e arredores.
Coxilha do João Caminha
Nome oriundo de sesmaria pertencente ao Sr. Dalmiro Caminha. Localiza-se no Segundo Distrito.
Coxilha do Tabuleiro
Planalto raso e de terrenos arenosos, com vegetação rasteira e pouca presença de árvores. Com seu ponto mais elevado com formato semelhante a uma tábua, possui esta denominação. Surge a partir das pontas do Vacacaí, em São Gabriel.
Coxilha Seca
Nascida entre Lavras do Sul e São Gabriel, próximo ao Acampamento Velho e nascedouro de uma das ramificações do Rio Camaquã, o Camaquã Pelado.
Curva do Umbu
Na parte suburbana de Lavras do Sul, saída para Caçapava do Sul.
Encerrados
Região localizada entre o Passo dos Carros e o Salso. Não tendo corredores vicinais ou estradas, para chegarem a Lavras, os moradores precisavam passar por dentro dos campos obrigatoriamente, abrindo as porteiras das fazendas, sendo uma zona de difícil acesso, causando desavenças entre os moradores por conta das passagens forçadas. Nos anos 1950, foi construído um corredor que liga essa região para a localidade do Macedo.
Espinilho
Localiza-se entre o arroio do Jacques e os lagoões . Possui campos com baixadas extensas e presença de Espinilho (árvore da família das leguminosas, de denominação vulgar “espinho-de-cristo).
Estância do Jaguari (ou Jaguary)
Um dos mais antigos estabelecimentos pecuários de Lavras do Sul; localizado no Segundo Distrito.
Estrada do Espinilho
Estrada aberta em 1911, pelo intendente Galvão José de Souza, que vem do Camaquã em direção ao Passo da Nazária
Expointer
A Expointer, considerada a maior feira de agronegócio da América Latina, realizada todos os anos em Esteio, na Grande Porto Alegre, entre agosto e setembro, teve várias participações de lavrenses em atividades diversas.
Na sequência, listaremos alguns fatos da presença lavrense na história do evento.
2004: O ginete lavrense Gustavo Delabary, com LS Balaqueiro, conquistou o Freio de Ouro, o maior evento do Cavalo Crioulo no Brasil;
2008: Cabanha de ovinos da raça Corriedale, localizada no Ibaré, esteve presente, nesta e em outras edições;
2008: A empresária Regina Fernandes e a extensionista rural Mariluce Chagas, foram homenageada com o troféu Pioneirismo Rural, graças ao trabalho com a Agroindústria Sabor da Terra, de Lavras do Sul;
2009: Desfile de moda de lã ovina com peças da Tecelagem Lavrense e modelos lavrenses;
2010: O touro charolês Runo do Jardim, de 1.265 kg, foi o animal mais pesado da feira, pertencendo a Renan Mallmann de Oliveira, da Cabanha Jardim, de Lavras do Sul;
2015: O Sindicato dos Trabalhadores Rurais passa a organizar excursões para o evento, saindo de Lavras, visitando a feira, e retornando ao município no mesmo dia.
2022 e 2023: Presença de estandes de divulgação e representação do Universo Pecuária, grande evento sobre pecuária nacional em Lavras do Sul.
Ao longo dos anos, ainda, os ex-prefeitos Alfredo Borges (2013) e Sávio Prestes (2017 e 2020) visitaram a feira. Também, estandes com a participação da Alianza Del Pastizal e Sindicato Rural de Lavras do Sul, bem como de artesanato (Tecelagem Lavrense) marcaram presença na Feira. As principais cabanhas de Cavalos Crioulos e representantes de estâncias criadoras de bovinos e ovinos lavrenses também já participaram e fazem parte da história da participação lavrense na feira.
Floresta
Zona localizada entre os arroios Ivaró, Jaguarizinho e Santo Antônio. Há grande quantidade e concentração de mato, daí a denominação.
Fundo
Extremo oeste do Município, que faz limite com Dom Pedrito. Não fazia comunicação com a Sede Municipal, era esquecido e sem circulação de veículos. Atualmente, famílias tradicionais que produzem arroz, com grandes lavouras, movimentam a região.
Hidrografia
Com mais de 200 cursos d’água, entre rios, arroios, açudes, barragens, sangas e outros, Lavras do Sul, por conta de seu território, abrange duas bacias hidrográficas de grande extensão, fazendo um divisor de águas natural entre as porções leste (Sede Municipal e localidade da Meia Lua) e oeste (Ibaré e Segundo Distrito).
O Arroio Camaquã das Lavras, que banha a zona urbana (Sede), com mais de 20 km de extensão, é uma das referências do município. Nele, além de diversas pontes, há a Praia do Paredão (Camping Municipal Zeferino Teixeira), bastante frequentada no verão.
A Bacia do Rio Camaquã, um dos cursos d’água mais importantes da metade sul gaúcha, nasce entre Lavras do Sul e Dom Pedrito, com a denominação de Camaquã-Chico, transformando-se em Rio Camaquã a partir do limite com Caçapava do Sul e Bagé e desembocando na Laguna dos Patos, pós cerca de 420 km de extensão. Ao todo, 53% do território lavrense é banhado por esta bacia.
Já a Bacia do Rio Santa Maria (47% do território lavrense, na porção oeste) é composta por paisagens mais planas – a do Camaquã apresenta cerros mais elevados. O Ibaré localiza-se nesta bacia, na qual o Arroio Jaguari corta a zona urbana ibareense.
Nas duas bacias, é comum observar bancos de areia às margens dos rios, além de sedimentos (restos de minerais levados pelas correntezas e se acumulando nos rios, arroios, etc), que formam pequenas praias de areia grossa. Estes sedimentos também levam às margens rochas sedimentares, quartzos e outros. Vale lembrar que o município tem uma vasta riqueza mineral e possível a observação de rochas em vários pontos do território lavrense, seja no chão ou gigantes em alguns terrenos.
Não há navegação de grande porte nos rios lavrenses. Porém, é possível se banhar e utilizar alguns trechos rios para praticar esportes de verão, como a canoagem, mas com supervisão de profissionais experientes.
Outro ponto importante da hidrografia sul-lavrense é o Marco Gaúcho das Águas. Pouco conhecido dos gaúchos, localiza-se em uma fazenda no limite com São Gabriel e simboliza a união dos três principais sistemas hidrográficos gaúchos: Camaquã/Atlântico Sudeste, Guaíba e Santa Maria/Uruguai. Foi inaugurado em 2004, pelo Governo Estadual e na gestão do ex-prefeito de Lavras do Sul, Aristides Costa. Atualmente (2025), o monumento teve parte de sua estrutura retirada.
Ibaré
Zona urbana do Segundo Distrito, com cerca de 700 habitantes, localizada a 47 km da sede municipal, via estrada de chão.
Igreja Matriz de Santo Antônio
O principal templo religioso da cidade é a Igreja Matriz de Santo Antônio, que foi erguida em um importante ponto antigo de mineração do ouro. Localiza-se junto à praça Licínio Cardoso, na esquina das ruas Santo Antônio e Pires Porto.
Inspector
Local próximo a Lavras do Sul, com jazidas de ouro (citação de Farias).
Invernada dos Sete Pedaços
Também conhecida como “Das sete porteiras”, está próxima à zona urbana, nas margens do arroio Camaquã das Lavras e acima do antigo Engenho do Paredão.
Ivaró
Arroio e zona do Segundo Distrito.
João Câncio
Localidade e antiga estação ferroviária com denominação originária em homenagem ao engenheiro que construiu e estabeleceu o traçado.
Ladislau Netto
Local do município de Lavras do Sul, com minas de ouro, segundo o Dicionário Geográfico do RS.
Lagoa da Crina
Localiza-se no arroio Jaguari. Citação em obra de Alcides Maya.
Lagoa da Meia Lua
Situa-se no Primeiro Distrito, deu origem ao nome da Serra da Meia Lua.
Lagoa da Nação
Segundo Teixeira (1992), lagoa a 1 km da Vila de Lavras. Há depósitos de areia e cascalho.
Lagoa da Velha Brita
Situada numa sanga tributária do Camaquã das Lavras, localizada próximo à zona urbana, era um antigo local de lazer
Lagoa da Pilheta
Formada no curso do Arroio Jaguari (Segundo Distrito).
Lagoa Formosa
Está localizada no Arroio Jaguari, próximo ao Rio Santa Maria, no Segundo Distrito, antes dos banhados ali localizados.
Lagoa Negra
Situada junto ao Arroio Camaquã das Lavras, foi um local de exploração do ouro.
Lagoa das Pedras
Situa-se à margem direita do Rio Jaguari (Segundo Distrito) , com a visibilidade de rochas de grande tamanho em períodos de seca. Tem, segundo Teixeira (1992), profundidade entre 8 e 10 metros.
Lagoa das Três Águas
Lagoa localizada ente Vila Nova do Sul (antigo território de São Gabriel), São Sepé e Lavras do Sul, com drenagem através de um aclive. Surgiu a partir de águas das chuvas oriundas dos três municípios.
Lagoa do Jaguari
Pertencente aos campos de Manoel Coelho Leal. Situa-se junto ao Arroio Jaguari (segundo Distrito).
Lagoa do Lageado
Localizada no Segundo Distrito. Há quem diga que a maior traíra do município foi pescada nesse local.
Lagoa dos Tordilhos
Junto às margens do Arroio Camaquã de São Domingos.
Mantiqueira
Denominação ao arroio afluente do Camaquã-Chico e cerro (morro) do Primeiro Distrito.
Marco Branco
Localizado a 10 km do centro de Lavras do Sul, na estrada em direção ao Ibaré, com nome alusivo a um marco que representa um dos pontos mais elevados da região. Foi pintado com a cor branca e instalado pelo Serviço Geográfico do Exército.
Marco de Ferro
Local montado com ferro, localizado junto ao Acampamento Velho.
Marco Gaúcho das Águas
Lavras do Sul também tem, junto ao limite gabrielense, o Marco Gaúcho das Águas. Pouco conhecido dos gaúchos, o Marco Gaúcho das Águas é um monumento inaugurado em 2004 pelo Governo Estadual, durante a gestão do Prefeito de Lavras do Sul na época, o Sr. Aristides Costa, que simboliza o encontro e o divisor de águas dos três principais sistemas hidrográficos do Rio Grande do Sul (Camaquã – Laguna das Patos – Atlântico; Guaíba – Vacacaí – Jacuí – Metropolitano; e Santa Maria – Uruguai), sendo um relevante ponto ambiental do nosso estado. Encontra-se atualmente pouco conservado e de difícil acesso. As coordenadas aproximadas do local são 30°46″25″ S 54°09″30″ O e localiza-se a 25 km do centro de Lavras do Sul em linha reta. Os limites secos e rochosos de Lavras do Sul podem ser encontrados com São Gabriel, Santa Margarida do Sul, Vila Nova do Sul e São Sepé, com altitudes acima de 450 metros em alguns locais.
Maricá
Arroio que limita Lavras do Sul com Caçapava do Sul, além de uma coxilha. Também se chama Amaricá.
Marmeleiro
Situa-se nas proximidades do Camaquã do Hilário (limite com Caçapava do Sul)
Mata-Olho
Arroio afluente do Camaquã dos Macedo.
Meia-Lua
Por conta da lagoa de mesmo nome, situada no entroncamento para a estrada do Ibaré e corredor que vai para a localidade da Nazária, tem a denominação baseada no formato de um meia lua. Há várias fazendas e estabelecimentos rurais.
Mineração
O município de Lavras do Sul tem sua origem na extração do ouro. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores europeus, canadenses e brasileiros de diversas regiões faziam a coleta das pepitas de ouro. A região possui, embora dentro de seu subsolo e com baixa exploração, um grande potencial de recursos minerais. O ouro esgotou-se em meados dos anos 1980 e há algum tempo a mineração deixou de ser explorada. Porém, é comprovado que existem jazidas a serem exploradas em vários locais do subsolo do interior do município. Minerais, como granito, amianto, calcário, quartzo, pirita (variedade de ouro), talco e caulim, entre outros, podem ser encontrados no município.
A mineração em Lavras deu origem, ainda, ao padroeiro da cidade, Santo Antônio. Diz a lenda que uma das pepitas adquiridas às margens do Arroio Camaquã das Lavras apresentava em sua forma uma imagem de Santo Antônio. Outra lenda que se propagou com relação a exploração aurífera em Lavras é a de que a Igreja Matriz de Santo Antônio, no centro, foi construída em cima de uma mina de ouro.
O ouro de Lavras do Sul pode ser associado ao granito rapikiwi ou rapakiwi (estilo de rocha), de origem vulcânica e pré-cambriana (início da formação da Terra). A área de mineração de Lavras do Sul é de aproximadamente 60 km², tendo como locais mais importantes do desenvolvimento dessa atividade o Arroio do Jaques, São José da Itaoca, Vista Alegre, Cerrito e Volta Grande. Estes locais fazem parte da história da mineração no município.
Municípios Limítrofes (limites / municípios vizinhos)
A distância aproximada entre os extremos leste-oeste é de 101,7 km (ou 63,2 milhas). Já a distância aproximada entre os extremos norte-sul é de 61,32 km (31,8 milhas). Os limites de Lavras do Sul (435 km de perímetro municipal) são com os seguintes municípios: Santa Margarida do Sul, Vila Nova do Sul e São Sepé (norte); Caçapava do Sul (leste); Bagé e Dom Pedrito (sul e oeste) e Dom Pedrito e São Gabriel (oeste).
Palha
Passo do Jaguari, entre Lavras do Sul e São Gabriel.
Parada João Cândido
Local do Primeiro Distrito de Lavras do Sul. Já abrigou uma escola.
Parada Saibro
Antiga estação ferroviária (RFFRGS) e região, do Segundo Distrito, batizada a partir de um dos pioneiros do local (Theodoro Saibro Jardim).
Passo da Areia
Localiza-se junto à Bagé (Joca Tavares) e tem este nome por conta de formações de bancos de areia.
Passo da Cria
Arroio localizado junto ao Camaquã de São Domingos, Primeiro Distrito.
Passo da Nicota
No Arroio Jacques, abaixo da Ponte – estrada de Lavras a São Gabriel, vicinal, que vai ao Espinilho – junto a uma casa de propriedade de Dona Nicota.
Passo da Tuna
Local do Segundo Distrito que é zona e arroio no Jaguari.
Passo da Várzea
Zona do Arroio Jaguari, com terrenos baixos e planos. No Segundo Distrito.
Passo de Dona Flora
Já ocorreram combates neste local. Está junto ao Arroio Taquarembó.
Passo do Barracão
Passo sobre o Arroio Camaquã, citado por Otávio de Faria, no Dicionário Geográfico e Histórico do RGS.
Passo do Camaquã
Situado no Camaquã de São Domingos.
Passo do Hilário
Situado sobre o arroio Camaquã do Hilário, ligando os municípios de Caçapava do Sul e Lavras do Sul. Já foi citado em documentos históricos relacionados à Semana Farroupilha.
Passo dos Guterres
Baseado em Fidélis Paulo Guterres, antigo proprietário da região; situa-se no Arroio Taquarembó, em direção a Dom Pedrito.
Passo Ignácio Bibiano
Passo na região do Jaguari, entre Lavras do Sul e São Gabriel.
Passo do Jaguari (ou Mercedes)
Faz parte da história lavrense, sendo palco de fatos históricos da Revolução de 1893. Também, provavelmente, o nome tem origem a uma moradora da região, viúva e com várias filhas, com nome de Mercedes, acabando por ser referência.
Passo do Jaguarizinho
Arroio tributário do Jaguari (Segundo Distrito).
Passo do Lagoão
Travessia no Arroio Jacques, junto a uma lagoa de tamanho considerável, no curso do mesmo arroio.
Passo do Laurentino
Pertencente a Vasco José Saraiva e Companhia Gold Fields. Referência, segundo Teixeira (1992) a 1911.
Passo do Marmeleiro
Escola do Primeiro Distrito, nas Pontas do Camaquã.
Passo dos Moirões
Já citado em mapas antigos dos Jesuítas, em 1778. Está situada junto ao arroio Jaguari.
Passo do Salso
No Primeiro Distrito. É uma estrada que vai do Tabuleiro aos Eucaliptos. Citação do Dr. Pires Porto, em 1921.
Passo do Tira-Ceroulas
Uma passagem do Arroio Jaguari. O nome se deve ao fato de duas pessoas atravessarem a passagem, em um dia de maior volume de água, arregaçando as bombachas e também as ceroulas, sendo que um deles aconselha ao outro: “Hoje, precisas tirar até as ceroulas”.
Passo do Trindade
Localiza-se no Segundo Distrito. No limite com Dom Pedrito.
Passo dos Carros
Junto ao Arroio Camaquã dos Macedos. Nome alusivo às construções das primeiras estradas e pontes no local (outrora uma ponte pênsil, só poderia passar automóveis e carros, sendo a passagem dificultada para outros tipos de veículos).
Perdiz
Região de passo no Taquarembó, limite com Dom Pedrito.
Petrarca
Zona e corredor existente em campos de propriedade de Archanjo Petrarca, no Segundo Distrito.
Picada das Pedras
Local de tropas, designado pelo Prefeito Dr. João A. A. Bulcão, em 1936, no Segundo Distrito, dentro dos campos do Sr. José Hipólito Camargo.
Pinheiros
Localidade entre São Gabriel/Lavras do Sul/Bagé, onde se situa a atual RSC-473.
Pirajacá
Denominação mais moderna do Arroio Jaguari (Segundo Distrito).
Pontas de Camaquã
Localizadas junto ao limite com São Gabriel, no Primeiro Distrito.
Posto
Cerro (morro) localizado no Primeiro Distrito de Lavras do Sul.
Quatro Estradas
Entroncamento que existe entre as estradas do Ibaré, Lavras e Nazária (Cerro do Tigre), Três Vendas e Esquina do Sr. Veiga (de acordo com TEIXEIRA, 1992).
Quinca Silva
Planalto e vertente do Primeiro Distrito de Lavras do Sul, próximo à Cabanha Maria.
Riacho João Moreira
Localizado na Sede Municipal, atravessa a Rua João Moreira e tem uma ponte. Foi urbanizado em 1°/12/1951, Lei nº 78.
Rincão Bonito
No Primeiro Distrito, próximo ao Hilário e Rio Camaquã-Chico. Sesmaria de João Domingos, em campos do Dr. Honor Teixeira da Costa (TEIXEIRA, 1992).
Rincão da Cria
Localidade junto ao Arroio Camaquazinho, no Primeiro Distrito.
Rincão da Cruzinha
Junto ao Arroio Camaquã das Lavras, no Primeiro Distrito, nas imediações do entroncamento do Hilário com o Camaquã-Chico;
Rincão do Inferno
Parque natural, composto por um cânion de, pelo menos 200 metros de profundidade, esculpido pelas águas do Arroio Camaquã-Chico. Localiza-se entre Lavras do Sul e Bagé (a parte lavrense é propriedade particular).
Rincão dos Barcelos
Situa-se no entroncamento do Arroio Camaquã das Lavras, Hilário e Camaquã-Chico.
Rincão Encerrados
Primeiro Distrito, junto ao Camaquã dos Macedos.
Rincão dos Índios
Primeiro Distrito, junto ao Passo do Hilário, Rincão dos Barcelos e imediações.
Rincão dos Mota
Próximo à Cardosa, à direita, no caminho Lavras do Sul/Bagé.
Rincão dos Rocha
Situa-se próximo a Lavras do Sul, na saída para Caçapava do Sul.
Rincão dos Saraiva
Próximo ao Rincão do Inferno e do Rio Camaquã-Chico. Sua denominação é muito antiga, por ser querência dos ancestrais do Gen. Gumercindo Saraiva e Aparício.
Rincão dos Soares
Também conhecida como Marmeleiro, localiza-se próximo à Cardosa, à esquerda de do caminho Bagé/Lavras do Sul.
Rincão dos Vieiras
Localidade do Primeiro Distrito, na localidade de Jacques.
Rio Santa Maria
Afluente do Rio Imbicuí (principal tributário). Tem o seu vale formado pelas serras do Ca verá, Serrilhada, Santana, Coxilha Grande, Pau Fincado e Caciques, passando pelos municípios de Dom Pedrito, Lavras do Sul, São Gabriel, Rosário do Sul e Caciques, e, em seguida, fazendo confluência com o Imbicuí, na margem esquerda do mesmo, junto ao Passo de Santa Vitória. Com os arroios e cursos d”água do Segundo Distrito, a Bacia do Rio Santa Maria abrange 47% do território lavrense.
Sanga da Caneleira
Local de antiga mineração do ouro, no Primeiro Distrito.
Sanga da Cardoza
Passa junto ao caminho entre Lavras e Bagé.
Sanga da Matilde
Com uma passagem sobre ela, na estrada de São Domingos/Rincão dos Saraivas, localiza-se a cerca de dois quilômetros da Sede Municipal.
Sanga do Cemitério
Atravessa a zona urbana de Lavras e, por muitas vezes, foi citada em documentos históricos.
Sanga do Engenho (ou Sanga João Moreira)
Afluente do Camaquã das Lavras, no lado oeste da cidade. Há registros de referência do local como o limite urbano da cidade, em 1938.
Sanga do Mata-Fome
Com nascentes junto aos campos do Dr. Leônidas C. de Carvalho, cruza pelos fundos do Cemitério Municipal, sendo tributário do arroio Camaquã das Lavras. Havia furtos de minérios no local no período noturno, por pessoas menos favorecidas, para, assim, tentarem sua subsistência, uma vez que os proprietários dos campos proibiam o acesso ao local.
Santo Antônio, o Novo
Situado no Segundo Distrito e em campos do Sr. Julio Jardim. Tem destaque pelo fato de ser antigo local de povoamento de indígenas (registro em1846).
São Domingos
Ao sul da sede municipal, é corredor, estância e também passo. Já foi palco de combates no passado.
São Vicente
Zona perto da sede, junto ao caminho para Bagé, próximo ao Cerro Branco.
Serra do Batovi
A Serra do Batovi e a Coxilha do Taboleiro, formam as diversas elevações de Lavras do Sul. Faz a divisa de diversas vertentes. Parte dessa cadeia de morros se estende por São Gabriel. Também forma as nascentes dos arroios do Jacques e Hilário, esculpindo cerros altos. Tem altitudes que alcançam pelo menos 300 a 400 metros (469 no limite com São Gabriel). Diversas publicações registram este local desde o século 19.
Serrinha
Local de Tropas determinado pelo prefeito Dr. João A. A. Bulcão, no Segundo Distrito.
Serrito de Ouro
Próximo à cidade, está na saída para Caçapava do Sul.
Subida do Acampamento
Localiza-se no caminho São Gabriel/Lavras do Sul, que apresenta falta de conservação (pedras soltas) e dificulta o trânsito de veículos. Também se faziam careteadas (transporte por carretas de bois).
Tabuleiro
Divide o Primeiro do Segundo Distrito (naturalmente pela RSC-473, Lavras/São Gabriel) e passa pela chamada Coxilha Grande.
Timbaúva
Localizada a 11 km do Ibaré (Segundo Distrito).
Toca do Eusébio
Gruta formada numa grande pedra, onde por muitos anos morou uma pessoa que era tida como curandeiro e que doa ervas medicinais. Localiza-se no primeiro Distrito.
Toca do Corvo
Localizada próxima a Zona Urbana e ao Arroio Camaquã das Lavras. Rochas em trilha de difícil acesso.
Três Estradas
Entroncamento de acesso para as localidades de João Câncio, Ibaré e Lavras do Sul.
Três Passos
Nascentes do Arroio Camaquazinho em campos de estância do Brigadeiro Camilo Mércio Pereira, nos limites entre Lavras do Sul, Dom Pedrito e Bagé.
Três Vendas
No trajeto para o Ibaré e Bagé, com nome inspirado em três casas comerciais vizinhas, de propriedade de José Cacildo Delabary, Alcides Munhoz e Odorico Antônio Soares.
Tuna
Localiza-se no Primeiro Distrito, junto à Meia Lua.
Universo Pecuária
Com atividades que debatem as novas tendências da Pecuária nacional, além de seu uso sustentável, o evento, idealizado pelo Serviço de Inteligência do Agronegócio (SIA) e Sindicato Rural de Lavras do Sul, já foi realizado duas vezes (novembro de 2022 e outubro e novembro de 2024), movimentando Lavras do Sul com a presença de diversas personalidades do agronegócio e atrações rurais e culturais. Segundo a organização dos evento, o Parque de Exposições Olavo de Almeida Macedo recebeu mais de 15 mil pessoas nos seis dias da edição de 2024. A edição de 2025 ocorre entre os dias 5 e 8 de novembro, no Parque do Sindicato Rural, com diversas atrações (confira mais dados e informações no www.blogpanoramalavrense.com.br e também no site oficial do evento www.universopecuaria.com.br e canais das redes sociais).
Várzea Grande
Localidade que se situa na confluência dos rios Jaguari e Santa Maria, no “Fundo” do Segundo Distrito.
Victor Budó
Local junto ao caminho entre Lavras e Bagé, relacionado ao Sr. Victor Budó Lopes, juntamente com sua estância visto ao lado.
Vila do Ibaré
Sede urbanizada do Segundo Distrito.
Vila dos Corvos
No Primeiro Distrito, perto do limite entre Lavras e São Gabriel.
Vista Alegre
Situa-se próximo ao Rincão da Cruzinha, Primeiro Distrito.
Volta Grande
Neste local, o Arroio Camaquã das Lavras faz uma volta de grande extensão, direcionando o seu curso de leste para o sul. Era, antigamente, um caminho curto para as carruagens até as zonas de Rincão dos Saraivas e imediações. Porém, com a implantação de novas estradas, o caminho para esses locais foi mais extenso e dispendioso, ou seja, dando uma volta mais extensa a este destino.