ATUALIDADES 2026: Corte dos Soberanos do CarnaLavras 2026 é escolhida

FONTE DA IMAGEM: Prefeitura de Lavras do Sul / Reprodução / Facebook

Por volta da 1h20min deste domingo (4), após os desfiles dos candidatos e avaliação do júri, na Praça Licínio Cardoso, foi eleita a seguinte corte que vai representar o CarnaLavras 2026:

* Rei Momo Infantil: Pedro Henrique (VG), 10 anos
* Rainha Infantil: Martina Costa (VG), 10 anos
* Rei Momo Adulto: Carlos da Silva (No Teu Caneco), 37 anos
* Rainha Adulta: Maria Luísa Gonçalves Vieira (Turma do Nenê), 17 anos

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Filed under Atualidades 2026

BLOG: Dicionário geográfico básico de Lavras do Sul

Acampamento Velho (ou Serra Baberaquá)

Serra nos municípios de São Gabriel, São Sepé, Lavras do Sul e Caçapava do Sul, sendo uma ramificação da Serra do Herval. Denominação vem de antigo “quartel de inverno” de tropas farroupilhas.

Área

A área (ou superfície) total de Lavras do Sul/RS é, segundo o IBGE (2022) de 2.600,9 km² (publicações diversas apontam entre 2.600 km² e 2.680 km²). Em hectares, são 260.900 ha. O Primeiro Distrito (Sede) tem 1.260 km² e o Segundo Distrito (Ibaré), 1.341 km². Corresponde a 0,9% do território do Rio Grande do Sul. Considerando a área municipal, é maior do que Porto Alegre e mais 18 capitais brasileiras. É o 20º maior município gaúcho em área e o maior do Estado com menos de dez mil habitantes.

Arroio Espinilho

Com corrente tímida cristalina, é afluente do Estaqueador.

Arroio Ibaré

Tributário do Jaguari, passa junto à zona urbana do Segundo Distrito, com abastecimento de Pipas e uma ponte regular.

Arroio Cambi

Tributário do arroio Taboleiro, dividindo Lavras do Sul de Bagé.

Arroio Imbicuí

Tributário do Camaquã-Chico, corta os campos da região da Mantiqueira.

Arroio Jaguary

Também denominado Pirajacá, nasce na Coxilha Geral, com as cabeceiras à altura de João Câncio e Três Estradas. Recebe vários e pequenos cursos d”água, direção leste-oeste e dividindo Lavras do Sul de São Gabriel, desembocando no Rio Santa Maria. Também apresentou registros de Pirajaçanã e Jaguari-Mirim.

Arroio Maricá

Divide Lavras do Sul de Caçapava do Sul, tributário do Camaquã e do América.

Arroio Salsal

Tributário do Jaguari (6 km de extensão), citado pelo ilustre escritor Alcides Maya.

Arroio Salso

Tributário do Jaguari, banhado do Salso e proximidades. Localizado no Segundo Distrito.

Arroio do Tabuleiro

Nasce na Coxilha do Taboleiro e é tributário do Camaquã-Chico, próximo aos Três Passos.

Arroio Taquarembó

Tributário do Santa Maria, que nasce em Bagé (origem do nome vem do tupi-guarani. Também divide Lavras do Sul de Dom Pedrito (o afluente se chama Taquarembozinho).

Arroio das Canas

Tributário do arroio Jaguari.

Banhado dos Correa

Zona que apresenta água estagnada, com cobertura de vegetação. Tem esta denominação por conta dos moradores pioneiros do local, que está situado entre o Arroio Jaguari, Passo da Tuna e Tabuleiro.

Banhado do Salso

Junto ao Jaguari, tem de 300 a 400 metros de largura, estendendo-se ao longo do arroio do Salso, por cerca de meia légua. Em chuvas fortes, é quase intransitável, sendo possível até nadar nele.

Barro Vermelho

São duas zonas, uma junto à sede municipal (saída para o Ibaré, Jaques, próximo ao Parque do Sindicato Rural de Lavras do Sul) e outra próxima às Três Vendas. Faixas de terrenos de cor avermelhada, com teor alto de argila, dão origens às localidades assim denominadas.

Batovi

Cerro situado no município de São Gabriel (ponto mais elevado do município vizinho). A Serra do Batovi se espalha por Lavras do Sul e São Gabriel.

Boa Vista

Localidade e estância próxima ao Ibaré.

Camaquã

Antigamente, os mapas gaúchos apresentavam diversas denominações do Camaquã. O nome é vem do tupi-guarani (icabaquã: olhos d”água – orifício do seio – rio das tocas). Vários afluentes são vertentes do Rio Camaquã, que tem 420 km de curso, até desembocar na Laguna dos Patos.

Camaquã-Chico

Importante tributário nascido na Coxilha de São Sebastião. Divide Lavras do Sul de Bagé. Forma uma junção com outros tributários (Maricá, Macedos e Jaques – dando origem ao Camaquã do Hilário, limite Lavras do Sul/Caçapava do Sul.

Camaquã do Hilário

Nome surgido a partir de um antigo morador do passo. Ganhou citação durante a Revolução Farroupilha, em documento datado de 1842.

Camaquã dos Macedos

Curso dӇgua que percorre os campos que pertenceram ao Visconde do Serro Formoso (Tem. Cel. Francisco Pereira de Macedo.

Camaquã do Jacques

Percorre uma região de sesmaria, requerida por João Guilherme Jacques, em 1811.

Camaquã Pelado

Com nascentes em São Gabriel, a maior parte de suas margens são desprovidas de mato, daí a sua denominação.

Camaquã da Nazária

Tem o nome por conta de Maria Nazária, primeira moradora da região, uma ponta do Camaquã do Jacques.

Camaquã de São Domingos

Origem de Domingos Rodrigues Nunes, que recebeu uma sesmaria na região, em 1829, além de invocação do nome de santo da mesma denominação.

Camaquã-Grande

Denominação vulgar do Arroio Camaquã-Chico.

Camaquã das Lavras

Nasce na Coxilha da Meia Lua e corta a Sede Municipal, com mais de 30 km de extensão.

Cabanha Maria

Estabelecimento pastoril do município, de propriedade de sucessão do Dr. Leopoldo Pires Porto, em que foi instalado um dos primeiros banheiros de eliminação de carrapatos do município, além de estrutura de reprodução e importação de gado, chegando a ser referência regional.

Caleira

Conhecida também como Caieira Cel. Linhares, tem um local de forno para processamento do calcário. Localiza-se no Segundo Distrito.

Campos dos Maya

Localiza-se no caminho entre Lavras e São Gabriel.

Cancha do Barro Vermelho

Neste local, antigamente, era uma carreira. Se localiza-se próxima à zona urbana.

Cardosa

Localizada entre Lavras do Sul e Bagé, presume-se que os campos foram ali denominados graças à Dona Maria Cardoza Soares, moradora que contribui com novilhos para pagar as despesas da Guerras dos Farrapos.

Casa de Cultura José Néri da Silveira

A Casa de Cultura José Néri da Silveira teve sua inauguração em 14/09/1991. Localiza-se na Adão Teixeira da Silveira, 400, Centro, e sua construção é de 1910. Já foi sede da Prefeitura Municipal entre os anos 1960 e 1980 e abriga a Biblioteca Municipal Professora Anita Medeiros. Um grande acervo histórico do Município, com objetos e fotografias, é encontrado no local.

Cerrito

Ou também Cerrito de Ouro, próximo à cidade. Há ainda vestígios de antigas escavações de ouro.

Cerro Branco

Propriedade da família Souza, próximo à estrada Lavras/Bagé; nome originado pela grande ocorrência de amianto.

Cerro dos Burros

Primeira e antiga denominação do Cerro Formoso.

Cerro do Diabo

Próximo ao Rincão do Inferno, tem uma passagem incômoda e difícil em dias de chuva.

Cerro Formoso

Batizado por D. Pedro II em 1865, que visitou o Sr. Cel. Francisco Pereira de Macedo. É uma elevação que se avista em frente à Estância do Cerro Formoso.

Cerro do Padre

Localizado junto ao Rincão do Inferno, com nome de origem dos padres jesuítas que outrora habitavam a região.

Cerro Partido

Elevação avistada a frente da Estância das Cordilheiras, de propriedade do Sr. José Donairo Teixeira.

Cerro do Tigre

Ramificação da Serra do Batovi, localizado a poucos quilômetros da Sede Municipal. Pertence à família Souza.

Climatologia

O clima é subtropical úmido, com as quatro estações do ano bem definidas, verões e invernos bem rigorosos (no verão, as temperaturas podem chegar próximas dos 40ºC, e no inverno, as médias são de 6ºC a 12ºC, podendo chegar facilmente a 0ºC, com grande ocorrência de geadas). Anualmente, em média, são registradas de 15 a 30 geadas no território lavrense. Em julho de 1994, Lavras do Sul teve o seu maior registro de neve da história.

No Município existe uma pluviosidade significativa ao longo do ano. Mesmo o mês mais seco ainda assim tem muita pluviosidade. Sobre as temperaturas, a média anual é de 18°C, e a pluviosidade média anual é de 1408 mm.

Dezembro é o mês mais seco, com 96 mm. Em setembro cai a maioria da precipitação, com uma média de 135 mm. Janeiro é o mês mais quente do ano com uma temperatura média de 23°C. Ao longo do ano, junho tem uma temperatura média de 13,3°C, sendo a média mais baixa do ano.

O engenheiro agrônomo Luiz Fernando Saraiva de Souza (Nanana) mantém, na propriedade da Chácara do Laranjal, próxima à Sede Municipal, um espaço para a medição da pluviosidade (volume de chuvas), cujos resultados são bastante divulgados pelos órgãos locais de mídia. A Rádio Pepita FM também contribui com o fornecimento de informações meteorológicas, transmitindo a cada meia hora, nos intervalos comerciais de sua programação, dados sobre a temperatura no momento na cidade.

Extremos na pluviosidade nos últimos anos em Lavras do Sul. Nos últimos anos, estão mais comuns em Lavras do Sul os extremos de chuva, com irregularidades nos volumes e períodos alternados de muita chuva ou de uma grande falta de chuvas.

No século XXI, pelo menos dois períodos de estiagem afetaram Lavras do Sul, com consequências na agropecuária e na vida da população: entre 2010 e 2013 e entre 2021 e 2023.

Após cerca de dois anos de estiagem (2021 e 2022), por influência da fenômeno “La Niña” (esfriamento das águas do Oceano Pacífico, no litoral do Peru, que provoca seca no sul do Brasil e chuvas excessivas em outras regiões do país), o Rio Grande do Sul e também Lavras do Sul agora (2023) tem a influência climatológica do “El Niño” (o oposto do “La Niña”, formando um grande volume de chuvas no sul e seca na Amazônia e Nordeste). Com isso, em setembro de 2023, até o dia 27/09/2023, foram registrados 606 mm no município, de acordo com a coleta na Chácara do Laranjal, de propriedade do sr. Luiz Fernando Saraiva Souza (Nanana), superam o mesmo mês em 2001 (441 mm, antigo recorde em 41 anos).

Companhia de Danças de Lavras do Sul

Segundo a página do Facebook: Em 01/12/1995 surgia em Lavras do Sul a Companhia de Dança de Lavras do Sul, entidade voltada ao Folclore Gaúcho, Latino-Americano e Brasileiro. Ganhou força e ficou conhecido regionalmente até chegando ao convite pra um “TOUR” na Europa. Teve em sua história uma pausa que quase gerou sua dissolução, mas em novembro de 2010 reabriu seus trabalhos, ainda em reconstrução, hoje somos umas das mais reconhecidas entidades de nossa cidade e região.

Cordilheiras

Pequena cadeia de morros, localizada entre os Camaquã América, dos Macedos e Maricá.

Corredor do Tira-Ceroulas

Localizado no Segundo Distrito, corredor que vai até a localidade de Três Estradas.

Coxilha de São Sebastião

Estende-se pelo município de Lavras do Sul, até ser denominada como Coxilha do Taboleiro.

Coxilha do Maricá

Situada nos limites com Caçapava do Sul e São Sepé, tem grande extensão. Abriga a nascente do Camaquã América (um dos formadores do Rio Camaquã). Caracteriza-se pelo formato dorsal e já abrigou um antigo cemitério.

Coxilha do Barro Vermelho

Denominado entre as coxilhas do Tabuleiro e Três Passos.

Coxilha do Fogo

Encruzilhada na saída para Caçapava do Sul, indo para Vista Alegre, Rincão dos Rocha e arredores.

Coxilha do João Caminha

Nome oriundo de sesmaria pertencente ao Sr. Dalmiro Caminha. Localiza-se no Segundo Distrito.

Coxilha do Tabuleiro

Planalto raso e de terrenos arenosos, com vegetação rasteira e pouca presença de árvores. Com seu ponto mais elevado com formato semelhante a uma tábua, possui esta denominação. Surge a partir das pontas do Vacacaí, em São Gabriel.

Coxilha Seca

Nascida entre Lavras do Sul e São Gabriel, próximo ao Acampamento Velho e nascedouro de uma das ramificações do Rio Camaquã, o Camaquã Pelado.

Curva do Umbu

Na parte suburbana de Lavras do Sul, saída para Caçapava do Sul.

Encerrados

Região localizada entre o Passo dos Carros e o Salso. Não tendo corredores vicinais ou estradas, para chegarem a Lavras, os moradores precisavam passar por dentro dos campos obrigatoriamente, abrindo as porteiras das fazendas, sendo uma zona de difícil acesso, causando desavenças entre os moradores por conta das passagens forçadas. Nos anos 1950, foi construído um corredor que liga essa região para a localidade do Macedo.

Espinilho

Localiza-se entre o arroio do Jacques e os lagoões . Possui campos com baixadas extensas e presença de Espinilho (árvore da família das leguminosas, de denominação vulgar “espinho-de-cristo).

Estância do Jaguari (ou Jaguary)

Um dos mais antigos estabelecimentos pecuários de Lavras do Sul; localizado no Segundo Distrito.

Estrada do Espinilho

Estrada aberta em 1911, pelo intendente Galvão José de Souza, que vem do Camaquã em direção ao Passo da Nazária

Expointer

A Expointer, considerada a maior feira de agronegócio da América Latina, realizada todos os anos em Esteio, na Grande Porto Alegre, entre agosto e setembro, teve várias participações de lavrenses em atividades diversas.

Na sequência, listaremos alguns fatos da presença lavrense na história do evento.

2004: O ginete lavrense Gustavo Delabary, com LS Balaqueiro, conquistou o Freio de Ouro, o maior evento do Cavalo Crioulo no Brasil;
2008: Cabanha de ovinos da raça Corriedale, localizada no Ibaré, esteve presente, nesta e em outras edições;
2008: A empresária Regina Fernandes e a extensionista rural Mariluce Chagas, foram homenageada com o troféu Pioneirismo Rural, graças ao trabalho com a Agroindústria Sabor da Terra, de Lavras do Sul;
2009: Desfile de moda de lã ovina com peças da Tecelagem Lavrense e modelos lavrenses;
2010: O touro charolês Runo do Jardim, de 1.265 kg, foi o animal mais pesado da feira, pertencendo a Renan Mallmann de Oliveira, da Cabanha Jardim, de Lavras do Sul;
2015: O Sindicato dos Trabalhadores Rurais passa a organizar excursões para o evento, saindo de Lavras, visitando a feira, e retornando ao município no mesmo dia.
2022 e 2023: Presença de estandes de divulgação e representação do Universo Pecuária, grande evento sobre pecuária nacional em Lavras do Sul.
Ao longo dos anos, ainda, os ex-prefeitos Alfredo Borges (2013) e Sávio Prestes (2017 e 2020) visitaram a feira. Também, estandes com a participação da Alianza Del Pastizal e Sindicato Rural de Lavras do Sul, bem como de artesanato (Tecelagem Lavrense) marcaram presença na Feira. As principais cabanhas de Cavalos Crioulos e representantes de estâncias criadoras de bovinos e ovinos lavrenses também já participaram e fazem parte da história da participação lavrense na feira.

Floresta

Zona localizada entre os arroios Ivaró, Jaguarizinho e Santo Antônio. Há grande quantidade e concentração de mato, daí a denominação.

Fundo

Extremo oeste do Município, que faz limite com Dom Pedrito. Não fazia comunicação com a Sede Municipal, era esquecido e sem circulação de veículos. Atualmente, famílias tradicionais que produzem arroz, com grandes lavouras, movimentam a região.

Hidrografia

Com mais de 200 cursos d’água, entre rios, arroios, açudes, barragens, sangas e outros, Lavras do Sul, por conta de seu território, abrange duas bacias hidrográficas de grande extensão, fazendo um divisor de águas natural entre as porções leste (Sede Municipal e localidade da Meia Lua) e oeste (Ibaré e Segundo Distrito).

O Arroio Camaquã das Lavras, que banha a zona urbana (Sede), com mais de 20 km de extensão, é uma das referências do município. Nele, além de diversas pontes, há a Praia do Paredão (Camping Municipal Zeferino Teixeira), bastante frequentada no verão.

A Bacia do Rio Camaquã, um dos cursos d’água mais importantes da metade sul gaúcha, nasce entre Lavras do Sul e Dom Pedrito, com a denominação de Camaquã-Chico, transformando-se em Rio Camaquã a partir do limite com Caçapava do Sul e Bagé e desembocando na Laguna dos Patos, pós cerca de 420 km de extensão. Ao todo, 53% do território lavrense é banhado por esta bacia.

Já a Bacia do Rio Santa Maria (47% do território lavrense, na porção oeste) é composta por paisagens mais planas – a do Camaquã apresenta cerros mais elevados. O Ibaré localiza-se nesta bacia, na qual o Arroio Jaguari corta a zona urbana ibareense.

Nas duas bacias, é comum observar bancos de areia às margens dos rios, além de sedimentos (restos de minerais levados pelas correntezas e se acumulando nos rios, arroios, etc), que formam pequenas praias de areia grossa. Estes sedimentos também levam às margens rochas sedimentares, quartzos e outros. Vale lembrar que o município tem uma vasta riqueza mineral e possível a observação de rochas em vários pontos do território lavrense, seja no chão ou gigantes em alguns terrenos.

Não há navegação de grande porte nos rios lavrenses. Porém, é possível se banhar e utilizar alguns trechos rios para praticar esportes de verão, como a canoagem, mas com supervisão de profissionais experientes.

Outro ponto importante da hidrografia sul-lavrense é o Marco Gaúcho das Águas. Pouco conhecido dos gaúchos, localiza-se em uma fazenda no limite com São Gabriel e simboliza a união dos três principais sistemas hidrográficos gaúchos: Camaquã/Atlântico Sudeste, Guaíba e Santa Maria/Uruguai. Foi inaugurado em 2004, pelo Governo Estadual e na gestão do ex-prefeito de Lavras do Sul, Aristides Costa. Atualmente (2025), o monumento teve parte de sua estrutura retirada.

Ibaré

Zona urbana do Segundo Distrito, com cerca de 700 habitantes, localizada a 47 km da sede municipal, via estrada de chão.

Igreja Matriz de Santo Antônio

O principal templo religioso da cidade é a Igreja Matriz de Santo Antônio, que foi erguida em um importante ponto antigo de mineração do ouro. Localiza-se junto à praça Licínio Cardoso, na esquina das ruas Santo Antônio e Pires Porto.

Inspector

Local próximo a Lavras do Sul, com jazidas de ouro (citação de Farias).

Invernada dos Sete Pedaços

Também conhecida como “Das sete porteiras”, está próxima à zona urbana, nas margens do arroio Camaquã das Lavras e acima do antigo Engenho do Paredão.

Ivaró

Arroio e zona do Segundo Distrito.

João Câncio

Localidade e antiga estação ferroviária com denominação originária em homenagem ao engenheiro que construiu e estabeleceu o traçado.

Ladislau Netto

Local do município de Lavras do Sul, com minas de ouro, segundo o Dicionário Geográfico do RS.

Lagoa da Crina

Localiza-se no arroio Jaguari. Citação em obra de Alcides Maya.

Lagoa da Meia Lua

Situa-se no Primeiro Distrito, deu origem ao nome da Serra da Meia Lua.

Lagoa da Nação

Segundo Teixeira (1992), lagoa a 1 km da Vila de Lavras. Há depósitos de areia e cascalho.

Lagoa da Velha Brita

Situada numa sanga tributária do Camaquã das Lavras, localizada próximo à zona urbana, era um antigo local de lazer

Lagoa da Pilheta

Formada no curso do Arroio Jaguari (Segundo Distrito).

Lagoa Formosa

Está localizada no Arroio Jaguari, próximo ao Rio Santa Maria, no Segundo Distrito, antes dos banhados ali localizados.

Lagoa Negra

Situada junto ao Arroio Camaquã das Lavras, foi um local de exploração do ouro.

Lagoa das Pedras

Situa-se à margem direita do Rio Jaguari (Segundo Distrito) , com a visibilidade de rochas de grande tamanho em períodos de seca. Tem, segundo Teixeira (1992), profundidade entre 8 e 10 metros.

Lagoa das Três Águas

Lagoa localizada ente Vila Nova do Sul (antigo território de São Gabriel), São Sepé e Lavras do Sul, com drenagem através de um aclive. Surgiu a partir de águas das chuvas oriundas dos três municípios.

Lagoa do Jaguari

Pertencente aos campos de Manoel Coelho Leal. Situa-se junto ao Arroio Jaguari (segundo Distrito).

Lagoa do Lageado

Localizada no Segundo Distrito. Há quem diga que a maior traíra do município foi pescada nesse local.

Lagoa dos Tordilhos

Junto às margens do Arroio Camaquã de São Domingos.

Mantiqueira

Denominação ao arroio afluente do Camaquã-Chico e cerro (morro) do Primeiro Distrito.

Marco Branco

Localizado a 10 km do centro de Lavras do Sul, na estrada em direção ao Ibaré, com nome alusivo a um marco que representa um dos pontos mais elevados da região. Foi pintado com a cor branca e instalado pelo Serviço Geográfico do Exército.

Marco de Ferro

Local montado com ferro, localizado junto ao Acampamento Velho.

Marco Gaúcho das Águas

Lavras do Sul também tem, junto ao limite gabrielense, o Marco Gaúcho das Águas. Pouco conhecido dos gaúchos, o Marco Gaúcho das Águas é um monumento inaugurado em 2004 pelo Governo Estadual, durante a gestão do Prefeito de Lavras do Sul na época, o Sr. Aristides Costa, que simboliza o encontro e o divisor de águas dos três principais sistemas hidrográficos do Rio Grande do Sul (Camaquã – Laguna das Patos – Atlântico; Guaíba – Vacacaí – Jacuí – Metropolitano; e Santa Maria – Uruguai), sendo um relevante ponto ambiental do nosso estado. Encontra-se atualmente pouco conservado e de difícil acesso. As coordenadas aproximadas do local são 30°46″25″ S 54°09″30″ O e localiza-se a 25 km do centro de Lavras do Sul em linha reta. Os limites secos e rochosos de Lavras do Sul podem ser encontrados com São Gabriel, Santa Margarida do Sul, Vila Nova do Sul e São Sepé, com altitudes acima de 450 metros em alguns locais.

Maricá

Arroio que limita Lavras do Sul com Caçapava do Sul, além de uma coxilha. Também se chama Amaricá.

Marmeleiro

Situa-se nas proximidades do Camaquã do Hilário (limite com Caçapava do Sul)

Mata-Olho

Arroio afluente do Camaquã dos Macedo.

Meia-Lua

Por conta da lagoa de mesmo nome, situada no entroncamento para a estrada do Ibaré e corredor que vai para a localidade da Nazária, tem a denominação baseada no formato de um meia lua. Há várias fazendas e estabelecimentos rurais.

Mineração

O município de Lavras do Sul tem sua origem na extração do ouro. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores europeus, canadenses e brasileiros de diversas regiões faziam a coleta das pepitas de ouro. A região possui, embora dentro de seu subsolo e com baixa exploração, um grande potencial de recursos minerais. O ouro esgotou-se em meados dos anos 1980 e há algum tempo a mineração deixou de ser explorada. Porém, é comprovado que existem jazidas a serem exploradas em vários locais do subsolo do interior do município. Minerais, como granito, amianto, calcário, quartzo, pirita (variedade de ouro), talco e caulim, entre outros, podem ser encontrados no município.

A mineração em Lavras deu origem, ainda, ao padroeiro da cidade, Santo Antônio. Diz a lenda que uma das pepitas adquiridas às margens do Arroio Camaquã das Lavras apresentava em sua forma uma imagem de Santo Antônio. Outra lenda que se propagou com relação a exploração aurífera em Lavras é a de que a Igreja Matriz de Santo Antônio, no centro, foi construída em cima de uma mina de ouro.

O ouro de Lavras do Sul pode ser associado ao granito rapikiwi ou rapakiwi (estilo de rocha), de origem vulcânica e pré-cambriana (início da formação da Terra). A área de mineração de Lavras do Sul é de aproximadamente 60 km², tendo como locais mais importantes do desenvolvimento dessa atividade o Arroio do Jaques, São José da Itaoca, Vista Alegre, Cerrito e Volta Grande. Estes locais fazem parte da história da mineração no município.

Municípios Limítrofes (limites / municípios vizinhos)

A distância aproximada entre os extremos leste-oeste é de 101,7 km (ou 63,2 milhas). Já a distância aproximada entre os extremos norte-sul é de 61,32 km (31,8 milhas). Os limites de Lavras do Sul (435 km de perímetro municipal) são com os seguintes municípios: Santa Margarida do Sul, Vila Nova do Sul e São Sepé (norte); Caçapava do Sul (leste); Bagé e Dom Pedrito (sul e oeste) e Dom Pedrito e São Gabriel (oeste).

Palha

Passo do Jaguari, entre Lavras do Sul e São Gabriel.

Parada João Cândido

Local do Primeiro Distrito de Lavras do Sul. Já abrigou uma escola.

Parada Saibro

Antiga estação ferroviária (RFFRGS) e região, do Segundo Distrito, batizada a partir de um dos pioneiros do local (Theodoro Saibro Jardim).

Passo da Areia

Localiza-se junto à Bagé (Joca Tavares) e tem este nome por conta de formações de bancos de areia.

Passo da Cria

Arroio localizado junto ao Camaquã de São Domingos, Primeiro Distrito.

Passo da Nicota

No Arroio Jacques, abaixo da Ponte – estrada de Lavras a São Gabriel, vicinal, que vai ao Espinilho – junto a uma casa de propriedade de Dona Nicota.

Passo da Tuna

Local do Segundo Distrito que é zona e arroio no Jaguari.

Passo da Várzea

Zona do Arroio Jaguari, com terrenos baixos e planos. No Segundo Distrito.

Passo de Dona Flora

Já ocorreram combates neste local. Está junto ao Arroio Taquarembó.

Passo do Barracão

Passo sobre o Arroio Camaquã, citado por Otávio de Faria, no Dicionário Geográfico e Histórico do RGS.

Passo do Camaquã

Situado no Camaquã de São Domingos.

Passo do Hilário

Situado sobre o arroio Camaquã do Hilário, ligando os municípios de Caçapava do Sul e Lavras do Sul. Já foi citado em documentos históricos relacionados à Semana Farroupilha.

Passo dos Guterres

Baseado em Fidélis Paulo Guterres, antigo proprietário da região; situa-se no Arroio Taquarembó, em direção a Dom Pedrito.

Passo Ignácio Bibiano

Passo na região do Jaguari, entre Lavras do Sul e São Gabriel.

Passo do Jaguari (ou Mercedes)

Faz parte da história lavrense, sendo palco de fatos históricos da Revolução de 1893. Também, provavelmente, o nome tem origem a uma moradora da região, viúva e com várias filhas, com nome de Mercedes, acabando por ser referência.

Passo do Jaguarizinho

Arroio tributário do Jaguari (Segundo Distrito).

Passo do Lagoão

Travessia no Arroio Jacques, junto a uma lagoa de tamanho considerável, no curso do mesmo arroio.

Passo do Laurentino

Pertencente a Vasco José Saraiva e Companhia Gold Fields. Referência, segundo Teixeira (1992) a 1911.

Passo do Marmeleiro

Escola do Primeiro Distrito, nas Pontas do Camaquã.

Passo dos Moirões

Já citado em mapas antigos dos Jesuítas, em 1778. Está situada junto ao arroio Jaguari.

Passo do Salso

No Primeiro Distrito. É uma estrada que vai do Tabuleiro aos Eucaliptos. Citação do Dr. Pires Porto, em 1921.

Passo do Tira-Ceroulas

Uma passagem do Arroio Jaguari. O nome se deve ao fato de duas pessoas atravessarem a passagem, em um dia de maior volume de água, arregaçando as bombachas e também as ceroulas, sendo que um deles aconselha ao outro: “Hoje, precisas tirar até as ceroulas”.

Passo do Trindade

Localiza-se no Segundo Distrito. No limite com Dom Pedrito.

Passo dos Carros

Junto ao Arroio Camaquã dos Macedos. Nome alusivo às construções das primeiras estradas e pontes no local (outrora uma ponte pênsil, só poderia passar automóveis e carros, sendo a passagem dificultada para outros tipos de veículos).

Perdiz

Região de passo no Taquarembó, limite com Dom Pedrito.

Petrarca

Zona e corredor existente em campos de propriedade de Archanjo Petrarca, no Segundo Distrito.

Picada das Pedras

Local de tropas, designado pelo Prefeito Dr. João A. A. Bulcão, em 1936, no Segundo Distrito, dentro dos campos do Sr. José Hipólito Camargo.

Pinheiros

Localidade entre São Gabriel/Lavras do Sul/Bagé, onde se situa a atual RSC-473.

Pirajacá

Denominação mais moderna do Arroio Jaguari (Segundo Distrito).

Pontas de Camaquã

Localizadas junto ao limite com São Gabriel, no Primeiro Distrito.

Posto

Cerro (morro) localizado no Primeiro Distrito de Lavras do Sul.

Quatro Estradas

Entroncamento que existe entre as estradas do Ibaré, Lavras e Nazária (Cerro do Tigre), Três Vendas e Esquina do Sr. Veiga (de acordo com TEIXEIRA, 1992).

Quinca Silva

Planalto e vertente do Primeiro Distrito de Lavras do Sul, próximo à Cabanha Maria.

Riacho João Moreira

Localizado na Sede Municipal, atravessa a Rua João Moreira e tem uma ponte. Foi urbanizado em 1°/12/1951, Lei nº 78.

Rincão Bonito

No Primeiro Distrito, próximo ao Hilário e Rio Camaquã-Chico. Sesmaria de João Domingos, em campos do Dr. Honor Teixeira da Costa (TEIXEIRA, 1992).

Rincão da Cria

Localidade junto ao Arroio Camaquazinho, no Primeiro Distrito.

Rincão da Cruzinha

Junto ao Arroio Camaquã das Lavras, no Primeiro Distrito, nas imediações do entroncamento do Hilário com o Camaquã-Chico;

Rincão do Inferno

Parque natural, composto por um cânion de, pelo menos 200 metros de profundidade, esculpido pelas águas do Arroio Camaquã-Chico. Localiza-se entre Lavras do Sul e Bagé (a parte lavrense é propriedade particular).

Rincão dos Barcelos

Situa-se no entroncamento do Arroio Camaquã das Lavras, Hilário e Camaquã-Chico.

Rincão Encerrados

Primeiro Distrito, junto ao Camaquã dos Macedos.

Rincão dos Índios

Primeiro Distrito, junto ao Passo do Hilário, Rincão dos Barcelos e imediações.

Rincão dos Mota

Próximo à Cardosa, à direita, no caminho Lavras do Sul/Bagé.

Rincão dos Rocha

Situa-se próximo a Lavras do Sul, na saída para Caçapava do Sul.

Rincão dos Saraiva

Próximo ao Rincão do Inferno e do Rio Camaquã-Chico. Sua denominação é muito antiga, por ser querência dos ancestrais do Gen. Gumercindo Saraiva e Aparício.

Rincão dos Soares

Também conhecida como Marmeleiro, localiza-se próximo à Cardosa, à esquerda de do caminho Bagé/Lavras do Sul.

Rincão dos Vieiras

Localidade do Primeiro Distrito, na localidade de Jacques.

Rio Santa Maria

Afluente do Rio Imbicuí (principal tributário). Tem o seu vale formado pelas serras do Ca verá, Serrilhada, Santana, Coxilha Grande, Pau Fincado e Caciques, passando pelos municípios de Dom Pedrito, Lavras do Sul, São Gabriel, Rosário do Sul e Caciques, e, em seguida, fazendo confluência com o Imbicuí, na margem esquerda do mesmo, junto ao Passo de Santa Vitória. Com os arroios e cursos d”água do Segundo Distrito, a Bacia do Rio Santa Maria abrange 47% do território lavrense.

Sanga da Caneleira

Local de antiga mineração do ouro, no Primeiro Distrito.

Sanga da Cardoza

Passa junto ao caminho entre Lavras e Bagé.

Sanga da Matilde

Com uma passagem sobre ela, na estrada de São Domingos/Rincão dos Saraivas, localiza-se a cerca de dois quilômetros da Sede Municipal.

Sanga do Cemitério

Atravessa a zona urbana de Lavras e, por muitas vezes, foi citada em documentos históricos.

Sanga do Engenho (ou Sanga João Moreira)

Afluente do Camaquã das Lavras, no lado oeste da cidade. Há registros de referência do local como o limite urbano da cidade, em 1938.

Sanga do Mata-Fome

Com nascentes junto aos campos do Dr. Leônidas C. de Carvalho, cruza pelos fundos do Cemitério Municipal, sendo tributário do arroio Camaquã das Lavras. Havia furtos de minérios no local no período noturno, por pessoas menos favorecidas, para, assim, tentarem sua subsistência, uma vez que os proprietários dos campos proibiam o acesso ao local.

Santo Antônio, o Novo

Situado no Segundo Distrito e em campos do Sr. Julio Jardim. Tem destaque pelo fato de ser antigo local de povoamento de indígenas (registro em1846).

São Domingos

Ao sul da sede municipal, é corredor, estância e também passo. Já foi palco de combates no passado.

São Vicente

Zona perto da sede, junto ao caminho para Bagé, próximo ao Cerro Branco.

Serra do Batovi

A Serra do Batovi e a Coxilha do Taboleiro, formam as diversas elevações de Lavras do Sul. Faz a divisa de diversas vertentes. Parte dessa cadeia de morros se estende por São Gabriel. Também forma as nascentes dos arroios do Jacques e Hilário, esculpindo cerros altos. Tem altitudes que alcançam pelo menos 300 a 400 metros (469 no limite com São Gabriel). Diversas publicações registram este local desde o século 19.

Serrinha

Local de Tropas determinado pelo prefeito Dr. João A. A. Bulcão, no Segundo Distrito.

Serrito de Ouro

Próximo à cidade, está na saída para Caçapava do Sul.

Subida do Acampamento

Localiza-se no caminho São Gabriel/Lavras do Sul, que apresenta falta de conservação (pedras soltas) e dificulta o trânsito de veículos. Também se faziam careteadas (transporte por carretas de bois).

Tabuleiro

Divide o Primeiro do Segundo Distrito (naturalmente pela RSC-473, Lavras/São Gabriel) e passa pela chamada Coxilha Grande.

Timbaúva

Localizada a 11 km do Ibaré (Segundo Distrito).

Toca do Eusébio

Gruta formada numa grande pedra, onde por muitos anos morou uma pessoa que era tida como curandeiro e que doa ervas medicinais. Localiza-se no primeiro Distrito.

Toca do Corvo

Localizada próxima a Zona Urbana e ao Arroio Camaquã das Lavras. Rochas em trilha de difícil acesso.

Três Estradas

Entroncamento de acesso para as localidades de João Câncio, Ibaré e Lavras do Sul.

Três Passos

Nascentes do Arroio Camaquazinho em campos de estância do Brigadeiro Camilo Mércio Pereira, nos limites entre Lavras do Sul, Dom Pedrito e Bagé.

Três Vendas

No trajeto para o Ibaré e Bagé, com nome inspirado em três casas comerciais vizinhas, de propriedade de José Cacildo Delabary, Alcides Munhoz e Odorico Antônio Soares.

Tuna

Localiza-se no Primeiro Distrito, junto à Meia Lua.

Universo Pecuária

Com atividades que debatem as novas tendências da Pecuária nacional, além de seu uso sustentável, o evento, idealizado pelo Serviço de Inteligência do Agronegócio (SIA) e Sindicato Rural de Lavras do Sul, já foi realizado duas vezes (novembro de 2022 e outubro e novembro de 2024), movimentando Lavras do Sul com a presença de diversas personalidades do agronegócio e atrações rurais e culturais. Segundo a organização dos evento, o Parque de Exposições Olavo de Almeida Macedo recebeu mais de 15 mil pessoas nos seis dias da edição de 2024. A edição de 2025 ocorre entre os dias 5 e 8 de novembro, no Parque do Sindicato Rural, com diversas atrações (confira mais dados e informações no www.blogpanoramalavrense.com.br e também no site oficial do evento www.universopecuaria.com.br e canais das redes sociais).

Várzea Grande

Localidade que se situa na confluência dos rios Jaguari e Santa Maria, no “Fundo” do Segundo Distrito.

Victor Budó

Local junto ao caminho entre Lavras e Bagé, relacionado ao Sr. Victor Budó Lopes, juntamente com sua estância visto ao lado.

Vila do Ibaré

Sede urbanizada do Segundo Distrito.

Vila dos Corvos

No Primeiro Distrito, perto do limite entre Lavras e São Gabriel.

Vista Alegre

Situa-se próximo ao Rincão da Cruzinha, Primeiro Distrito.

Volta Grande

Neste local, o Arroio Camaquã das Lavras faz uma volta de grande extensão, direcionando o seu curso de leste para o sul. Era, antigamente, um caminho curto para as carruagens até as zonas de Rincão dos Saraivas e imediações. Porém, com a implantação de novas estradas, o caminho para esses locais foi mais extenso e dispendioso, ou seja, dando uma volta mais extensa a este destino.

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BLOG: Biografia de lavrenses notáveis

Vamos conferir, nas biografias abaixo, a história de lavrenses, filhos da terra, expoentes ou que, de alguma forma, levaram o nome do município Brasil e mundo afora.

Observação: Nas biografias que apresentam a expressão (In memoriam), optamos por colocá-la por conta da ausência de informações sobre as datas de nascimento e/ou falecimento do biografado.

Aceitamos sugestões, correções e novas informações nas biografias apresentadas. Mais pessoas notáveis serão inseridas aos poucos nesta postagem (publicação recente: 1°/11/2025).

Adão Teixeira da Silveira

(1929 – 1984)

Filho de Gaspar Teixeira da Silveira e Zulmira Teixeira. Nasceu em Caçapava do Sul, mas se radicou em Lavras do Sul. Casado com Dona Eloá Soares da Silveira Teixeira, teve os filhos Gaspar Itajara, Carmen Vera, Dóris Beatriz, Ana Denise e Luiz Carlos. Concluiu seus estudos em Bagé. Era conhecido como o “Adão Gordo” . Tinha uma ótima lida campeira., sendo bom laçador e agilidade no cavalo. Sempre teve espírito de liderança. Era considerado autêntico, foi rei momo do carnaval lavrense várias vezes e árbitro de futebol do antigo Estádio São José. Foi de tudo em Lavras do Sul (presidente do Vae de Qualquer Geito, do Clube Comercial, do Sindicato Rural, patrão de CTG”s, entre outros). Em 1968, se elegeu vereador e, em 1972, prefeito. Em 1982, faz o seu segundo mandato. Suas gestões foram marcadas por atendimento às populações em vulnerabilidade social. Era uma pessoa bastante popular no município. Em suas administrações, foram construídas pontes, escolas, melhorias em estradas e implantação do Banco do Brasil, entre outras melhorias. Faleceu no exercício de seu mandato como Prefeito, no verão de 1984, com grande comoção municipal. Até hoje, Adão Teixeira da Silveira era lembrado como um dos maiores líderes populares de Lavras do Sul.

Alfeu Cachapuz Batista

(1914 – 1990)

Jogador de futebol. Começou sua carreira na dupla Ba-Guá, passou pelo Grêmio Santanense e Santos, e depois se consolidou no Internacional (em duas passagens, em 1936 e entre 1940 e 1949). Foi considerado um dos maiores zagueiros da história do futebol gaúcho, fazendo parte do “Rolo-compressor” da década de 1940 e tendo 1,70 m de altura – baixo para os padrões futebolísticos. Faleceu em agosto de 1990, em Porto Alegre. A Câmara de Vereadores da capital gaúcha fez voto de pesar, proposto pelo vereador Leão de Medeiros, por conta de seu legado no futebol do Rio Grande do Sul.

Antônio Leal de Macedo

(In memoriam)

Nascido em 1833 na atual Estância do Serro Formoso, casou-se em 1863 com a sua prima Amália Pires de Macedo e teve cinco filhos. Foi figura importante durante a Guerra do Paraguai, com muita bravura e coragem.

Breno Luchsinger Bulcão

(In memoriam)

Nascido em 30 de agosto de 1910, filho de João Araujo de Aragão Bulcão, Luiza Luchsinger Bulcão. Foi casado com Mafalda Dutra Bulcão (In memoriam). Filhos: Gilberto Bulcão, Rodolfo Bulcão e Lígia Bulcão Teixeira. Foi cirurgião-dentista, formado em 1931, em Porto Alegre, e três vezes prefeito de Lavras do Sul, além de ser gestor, por doze anos, do Clube Comercial. As administrações do Dr. Breno foram marcas por profundas transformações na estrutura física e social de Lavras do Sul.

Carlos Moraes

(1941 -2019)

Carlos Moraes nasceu em Lavras do Sul, em 1941; foi ordenado sacerdote em 1966. Em 1973, com base na Lei de Segurança Nacional, foi julgado e preso em Bagé, onde atuava. Dedicou-se, depois, definitivamente, ao jornalismo em São Paulo, onde foi repórter da revista Realidade e editor das revistas Psicologia Atual e Ícaro Brasil. Além de um livro de crônicas, O lobisanjo (Vozes, 1970), publicou algumas obras infantojuvenis. Com A vingança do timão ganhou o Prêmio Jabuti desta categoria em 1981. Faleceu em São Paulo, em 14 de dezembro de 2019.

Carmem Bulcão de Lima

(1903 – 1964)

Filha do Dr. João de Araújo Aragão Bulcão, foi casada com o Sr. Pedro da Costa Lima, ex-prefeito de Lavras do Sul entre 1942 e 1945, e teve um único filho, Luiz Oscar Bulcão de Lima. Foi uma espécie de “consulesa”, “representante de Lavras do Sul” e “Mãe dos lavrenses” em Porto Alegre. Recebia a todos os estudantes lavrenses, em seu apartamento na Rua Vigário José Inácio, com carinho e generosidade. Mesmo morando na capital gaúcha, sabia quem tinha falecido, casado, etc, e não se desligava de Lavras do Sul. Nos domingos e feriados, o “Consulado Lavrense” – apartamento de Dona Carmem, era uma extensão da comunidade lavrense na Capital dos Gaúchos. Foi homenageada com uma rua, no centro de Lavras do Sul.

Crispim Raimundo de Souza

(1892 – 1959)

Com dez filhos (seis do primeiro casamento, com Ana Rita Fabrício de Souza, e quatro do segundo casamento, com Dona Medora Fabrício de Souza), nasceu em 23 de maio de 1892, filho de José Antônio de Souza e Maria Barcellos de Souza. Alfabetizado em Lavras do Sul, concluiu seus estudos no Rio de Janeiro, hospedado na casa de Licínio Cardoso, e depois se formou em medicina pela UFRGS, em 1917. Também se dedicou à pecuária em Lavras do Sul, em especial à Estância do Sobrado. Fazia um trabalho de atendimento humanizado a famílias em vulnerabilidade social. Em 1925, foi intendente municipal (Prefeito), tendo como Vice, Narciso Budó, promovendo melhorias para a estrutura do município. Manteve e aprimorou o ensino municipal, sendo decisivo para a instalação do Grupo Escolar Pedro Américo (início do Ensino Primário Estadual em Lavras do Sul). Ainda, em seu mandato, ocorreu a construção da primeira ponte de tábua sobre o Rio Camaquã, realizando a ligação com Bagé, através de São Sebastião (localidade de Dom Pedrito). Dr. Crispim praticava esportes (remo, boxe, natação, luta-livre e futebol). Foi presidente duas vezes do Clube Comercial. Deu nome à Escola Dr. Crispim, que funcionou por muitos anos junto ao Bairro Olaria – após 2020, unificada com a Escola Dr. Claudio Bulcão.

Dante Teixeira La-Rocca

(In Memoriam)

Nascido em 17 de agosto de 1918, filho de Sabino Martino La-Rocca e dona Rosa Amélia Teixeira La-Rocca. Foi casado com dona Maria Edith Silveira La-Rocca (In Memoriam). Teve oito filhos, vários netos e bisnetos. Foi comerciante (trabalhou por sete anos na Zeferino Teixeira e, mais tarde, criou a Casa Dante). Participou do Lions Club e Maçonaria, além de presidir o Clube Comercial. Foi prefeito entre 1964 e 1969 e ajudou no desenvolvimento regional. Construção de escolas, pontes e a construção da vila Poty Medeiros, além de remodelação da Praça das Bandeiras, são algumas das marcas mais importantes de sua trajetória administrativa de Lavras do Sul.

Francisco José Teixeira

(1823 – 1911)

Filho de Mariano José Teixeira e dona Maria Joaquina do Nascimento. Teve seis filhos. Um dos grandes proprietários de terras, próximas à região do Arroio do Jacques e conhecido pela atuação nos primeiros anos de emancipação política de Lavras do Sul. Foi o primeiro mandatário eleito da história de Lavras do Sul, implantando melhorias em setores como o Ensino Público e as obras. Também foi realizada a implementação de novas ruas e logradouros e a primeira contagem de moradores de Lavras do Sul.

Francisco Pereira de Macedo

(1806 – 1888)

Casado com Dona Francisca Joaquina de Sampaio, com 11 filhos, o Cel. Francisco Pereira de Macedo foi batizado em 2/3/1806, em Rio Pardo. Foi Barão e depois Visconde do Serro Formoso. Era um grande patriarca, com um grande patrimônio e posses: suas terras se estendiam por Lavras do Sul, Caçapava do Sul, São Gabriel e São Sepé, além de ter uma fazenda no Uruguai, o equivalente a Andorra, San Marino e Mônaco, na Europa, ou um pouco maior que Porto Alegre (531 km² estimados). Macedo ajudou Lavras do Sul em fatos como a Revolução Farroupilha e era um homem considerado muito culto, fidalgo e elegante, além de influência no cenário regional e brasileiro. Em 1865, D. Pedro II foi recebido por Macedo na Fazenda São Francisco das Chagas – então território de Caçapava do Sul, atualmente pertencente a Lavras do Sul – e consagrou-se após à Guerra do Paraguai, sendo decisivo para o processo de emancipação do município. Também merece destaque a libertação dos escravos em Lavras do Sul, quatro anos antes da Lei Áurea, em 2/12/1884. Em 19/12/1885, recebeu o título da Visconde do Serro Formoso. Faleceu em 1888 e foi homenageado com um quadro e uma sala na Casa de Cultua José Néri da Silveira, em 1992.

Galdino Teixeira de Carvalho

(1861 – 1937)

Filho de Quintino Teixeira de Carvalho e Dona Ana Machado de Carvalho. Teve seis filhos com Dona Malvina da Silveira Carvalho. Participou do Exército e diversos serviços públicos, delgado de polícia, juiz nos anos 1920 e também da Câmara de Vereadores e da Intendência Municipal.

Glênio Peres

(1933 – 1988)

Nascido em Lavras do Sul, foi casado com a socióloga Lícia Peres e teve um filho, Lorenzo de Aguiar Peres. Trabalhou como auxiliar de escritório, baleiro e serviu ao Exército . Após, começou a trabalhar como jornalista e repórter (nos extintos jornais O Estado do Rio Grande e Diário de Notícias), e ganhou bastante destaque em sua área, participando como membro do conselho da Associação Rio-grandense de Imprensa (ARI). Cobriu a presença dos soldados gaúchos na Força de Paz das Nações Unidas, no Canal de Suez, em 1967, a queda de Perón, na Argentina e realizou trabalhos profissionais em vários países, entre eles Estados Unidos, Cuba, Peru, Espanha, Bolívia e Síria. Foi homenageado por Leonel Brizola e participou de vários cargos na TV Gaúcha (atual Grupo RBS). Atou em várias áreas, entre elas: mapeamento de turismo rodoviário do RS, teatro, literatura, filosofia, diretoria de sucursais de jornais, gerente de promoções, vereador, composição de hinos e vice-prefeito de Porto Alegre, na gestão de Alceu Collares. Sofreu perseguição no período militar, recebeu anistia e, nos anos 1980, fundou o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Faleceu aos 55 anos, em 26 de fevereiro, deixando um grande legado para o Rio Grande do Sul e do Brasil. Ao lado do Mercado Público, no Centro Histórico de Porto Alegre, existe o Largo Glênio Peres, em sua homenagem.

Gil Samuel de Souza

(1899 – 1955)

Filho de Samuel José de Souza e Universina Soares de Souza. Teve dois filhos. Estudou em Lavras do Sul, depois Bagé e se formou como Engenheiro Civil, no Rio de Janeiro. Jogou no Internacional e foi corredor de atletismo no Fluminense. Foi Intendente de Lavras do Sul de 1928 a 1932 e, por conta das mudanças de denominações por conta de Revolução de 1930 – de intendente para prefeito – foi considerado o último intendente e o primeiro prefeito de Lavras do Sul. Ajudou na revitalização e embelezamento da cidade, além de denominação de novas ruas. Também foi nomeado prefeito de Bagé, em 1947, com várias melhorias (exemplos: pavimentação da Tupi Silveira e construção de novas estradas). Era um cidadão respeitoso e probo (com conduta ética).

Honor Teixeira da Costa

(1927 – 1991)

Até os dias de hoje, o legado do Dr. Honor para a saúde lavrense é lembrdo (o Hospital de Lavras do Sul é denominado “Fundação Médico-Hospitalar Dr. Honor Teixeira da Costa – FMHHTC). Foi casado com Heloisa Helena Teixeira e teve dois filhos. Após conclusão dos estudos em Bagé (elementares em Lavras do Sul), se formou em medicina pela Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, em 1956, já tendo uma brilhante trajetória em sua carreira e graduação. Se especializou em medicina cirúrgica, saúde pública, estagiou na Espanha e Áustria, além de realizar vários cursos de aperfeiçoamento profissional. Após sua extensa formação, voltou a se fixar em Lavras do Sul. Era um profissional competente, que ganhou a confiança da população lavrense. Superava adversidades para salvar vidas – um exemplo foi uma cirurgia realizada sem energia elétrica, apenas com a luz de uma bateria colocada junto à mesa de operação. Corajoso, exercia sua atividade médica com dedicação e era elogiado em todos os lugares em que atuava. Era também sensato – se o caso fugisse da alçada dele, recomendava ao paciente ir a outro hospital ou médico, pois Dr. Honor pensava nos semelhantes em primeiro lugar. Era um homem simples e modesto. Faleceu em um acidente de automóvel, em 13 de janeiro de 1991, consternando a comunidade lavrense, que ficou com uma grande lacuna na saúde pública local.

José Néri da Silveira

(1932 – )

Nascido no Taboleiro, interior de Lavras do Sul, filho de Severino Silveira e Maria Rosa Machado Silveira, casado com dona Ilse Maria Dresch da Silveira e com sete filhos. Estudou o primário na zona rural de Lavras do Sul e o secundário em Bagé, entre 1944 e 1950. Formou-se em direito pela PUCRS, em 1955, e em Filosofia, pela UFRGS, em 1956. Foi advogado em Porto Alegre, por dez anos. Exerceu diversas funções no serviço público, na Prefeitura de Porto Alegre, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, professor de Direito, Juiz Federal (a partir de 1967), professor em diversas universidades, Juiz do Tribunal Superior Eleitoral na década de 1980 e Ministro da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nomeado em 24/8/1981. Realizou inúmeros trabalhos referentes a Leis e ao Direito, bem como trabalhos jurídicos publicados em periódicos como o Diário Oficial do RS e o jornal Correio do Povo. Sua obra é bastante extensa. Em 1992, seu nome batizou a Casa de Cultura de Lavras do Sul. Atualmente, está aposentado do STF, mas deixa um grande legado para o Direito no Brasil e no Exterior. Em abril de 2012, foi homenageado por alunos da Faculdade Dom Bosco, em Porto Alegre, com um filme que conta sua trajetória jurídica e sua ligação com Lavras do Sul.

José Bernardo de Medeiros Junior

(1874 – 1954)

Nascido em Caicó, Rio Grande do Norte. Foi diplomado em Ciências Jurídicas no Recife e, em 1898, foi para o Rio Grande do Sul, onde foi Promotor de Justiça em Caxias do Sul. Embora não planejava ficar definitivamente no RS, exerceu o Direito no estado por mais de 30 anos. Em Lavras do Sul, se casou com Dona Clotilde Cachapuz de Medeiros. Tiveram dez filhos. Foi um grande desembargador, atuando notavelmente em Caçapava do Sul e região. Nos anos 1960, foi inaugurada uma escola estadual em sua homenagem, no caminho para o Bairro Cerrito, a Escola Des. José Bernardo de Medeiros.

João de Araújo Aragão Bulcão

(1874 – 1962)

Nascido na Bahia, mas se transferiu para o Rio Grande do Sul em 1897, após concluir o curso de Medicina em sua terra natal. Se casou com D. Luiza Eichemberg Luchsinger e teve nove filhos. Em 1903, se fixou em Lavras do Sul. Foi Prefeito de Lavras do Sul entre 31/12/1935 e 27/11/1942. Também se notabilizou como médico. Percorria todos os cantos do município, ajudando a todos que necessitam. Foi também um grande expoente de Lavras do Sul e muito influente.

João Luchsinger Bulcão

(1900 – 1986)

Nasceu em Caçapava do Sul, Filho de João A. A. Bulcão e Dr. Luiza Luchsinger Bulcão. Casou-se com Dona Gracelina Teixeira Bulcão, tendo seis filhos. Formou-se médico pela UFRGS, em 1927. Criou a tese “Estudo da Oftalmologia”, referência e fonte de pesquisa até hoje na área. Ainda graduando em seu curso, jogou no Internacional como ponta direita. Foi médico transladado para Caçapava do Sul e Jaguarão, mas voltou definitivamente para Lavras do Sul, ajudando os necessitados e dispensando muitas vezes o uso do automóvel. Era mais do que um médico, um amigo dos lavrenses. Foi ainda vereador nas décadas de 1940 e 1950. Faleceu em agosto de 1986, aos 86 anos. A Rua 7 de Setembro (onde localizava-se o consultório do doutor) passou a denominar-se Rua Dr, João L. Bulcão, a partir de indicação do então vereador Tauro Itaúba de Bem.

Licínio Athanásio Cardoso

(1852 – 1925)

Nascido em 2/5/1852, filho do Capitão Vicente Xavier Cardoso e Dona Felisbina Barcellos Cardoso. De infância simples e órfão de mãe ainda menino, foi cuidado por sua tia. Ajudava em pequenos serviços, como caixeiro, sacristão e aprendiz de pedereiro e bateador de ouro, ergueu a primeira Capela de Santo Antônio das Lavras, em 1877. Aprendeu idiomas na paróquia. Antes dos 20 anos, se mudou para o Rio de Janeiro. Era considerado um “autodidata”, aprendendo sozinho e lutando contra as severidades da vida. Superou as dificuldades e tornou-se doutor em Medicina (por volta de 1900), Engenheiro Militar, professor e médico. Também sabia homeopatia – um dos maiores estudiosos da ciência no mundo – , matemática e mecânica. Foi considerada a “maior cabeça do Brasil em Matemática”. Certa vez, em uma publicação, o Dr. Poty Medeiros pedia que não se omitisse a história deste grande nome chamado Licínio Cardoso. Lavras do Sul, Porto Alegre, Canoas e Rio de Janeiro tem logradouros com o seu nome. Há mais de 60 anos, o legado de Licínio Cardoso dá nome a uma instituto de ensino estadual de Lavras do Sul, inspirando seus estudantes a seguir os passos e inspirar-se na jornada vencedora de seu patrono. A Praça Licínio Cardoso apresenta um busto em sua homenagem, erguido em dezembro de 1953.

Manoel de Macedo Netto

(1830 – 1897)

Nascido na Estância do Serro Formoso, casou-se com sua prima Francisco Pedroso de Macedo e teve oito filhos. Era filho primogênito (mais velho) do Visconde do Serro Formoso. Herdou de seu pai as terras e a sede da Estância do Serro Formoso, em recompensa pela ajuda em vida com as lidas de campo, com sucessão digna. Foi também parte da primeira Câmara Municipal de Lavras do Sul, que foi instalada em 28/1/1883.

Olavo de Almeida Macedo

(1905 – 1954)

Filho de José Vieira de Macedo Neto e Odessa Almeida da Fontoura. Bisneto do Visconde do Serro Formoso. Casou-se com Elvira Mércio Saraiv e teve seis filhos. Estudou em Lavras do Sul, Bagé e chegou a fazer parte da faculdade de Direito, no Rio de Janeiro, mas não prestou o curso de francês no último ano da graduação. Foi jogador de futebol e praticou remo no Clube de Regatas Flamengo, durante sua passagem no RJ. Também foi presidente do Grêmio Esportivo Bagé, na ocasião em que o clube conquistou o Gauchão de 1925. Após, se estabeleceu por definitivo em Lavras do Sul para se dedicar às atividades pecuárias. Foi considerado o maior líder rural da história de Lavras do Sul, e graças a ele, surgiu a Associação Rural (atual Sindicato Rural), fundada em 27/11/1936. Contribuía para jornais da região, era um grande defensor da classe rural e esteve na diretoria de entidades como a Farsul. Atuava ferrenhamente com lideranças políticas regionais e foi vereador de Lavras do Sul por duas vezes, além de escrever três livros (Na Tribuna do Jury [1937], Vida Rural [1943] e Campanha dos Frigoríficos [1943]). O atual Parque de Exposições do Sindicato de Lavras do Sul foi batizado em sua homenagem.

Olivia Machado Moraes

(In Memoriam)

Uma das maiores poetisas de Lavras do Sul. Foi professora em várias localidades, como em Piquiri (Cachoeira do Sul) e no Cerro Branco (primeiro Distrito de Lavras do Sul) e já residiu em Porto Alegre. Era católica. Teve sete filhos com Orival Garibaldi Moraes (Ivo). Lecionou para vários padres e médicos do município, e mais de 200 alunos passaram por sua classe. A professora Olívia dava aulas de diversas disciplinas, entre elas Português, Desenho, História, Ciências, Geografia e Religião.

Paulo José Gòmez de Souza

(1937 – 2021)

Nascido no interior de Lavras do Sul, era estudante da Arquitetura, mas descobriu no teatro e nas artes cênicas a sua vocação. Entre 1955 e 1961, fez parte do Teatro de Equipe, em Porto Alegre. Se mudou para São Paulo nos anos 1960 e, depois para o Rio de Janeiro. Foi um dos maiores nomes da classe artística no Brasil em todos os tempos. Casou-se com Dina Sfat, com quem teve três filhas, as atrizes Bel Kutner, Ana Kutner e Clara Kutner; com a atriz Beth Caruso, com quem teve um filho, Paulo Caruso; e com Zezé Polessa. Viveu com Carla Camurati entre 1983 e 1986. Foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 1992 e faleceu em 11 de agosto de 2021 no Rio de Janeiro, aos 84 anos, por conta de uma pneumonia. Participou, segundo a Wikipédia de, pelo menos, 56 trabalhos na TV (em especial na TV Globo) e 52 filmes, além várias peças de Teatro e narração de comerciais. Recebeu, ainda, diversas premiações. Alguns de seus trabalhos mais marcantes são: Shazan e Xerife (anos 1970), Orestes, da novela Por Amor (1997/98) e o filme O Palhaço (2011). Também foi o narrador do curta-metragem Ilha das Flores (1989), dirigido pelo cineasta gaúcho Jorge Furtado.

Poty Irineu Cachapuz de Medeiros

(1903 – 1978)

Filho do Desembargador José Bernardo de Medeiros Junior e de Dona Clotilde Cachapuz de Medeiros. Foi casado com d. Maria Ieda Leão de Medeiros e teve três filhos. Realizou os estudos básicos em Lavras do Sul e Bagé. Foi o primeiro advogado formado nascido em Lavras do Sul. Também exerceu a função de Promotor Público em vários municípios gaúchos. No governo de Flores da Cunha, em 1936, foi Chefe de Polícia do RS. Foi o deputado genuinamente lavrense que recebeu a maior votação na história política de Lavras do Sul. Era a “voz de Lavras na Assembleia Legislativa”. Também foi imortal da Academia Rio-Grandense de Letras, foi Ministro do Tribunal de Contas do RS , entre outros destaque. Seu legado fez de Poty um dos filhos mais ilustres de Lavras do Sul.

Zeferino da Silva Teixeira

(1914 – 1972)

Filho de Ulibio Teixeira Sobrinho e Adeláide da Silva Teixeira. Casou-se em dezembro de 1934 com dona Rita Suely La-Rocca Teixeira, mãe de quatro filhos. Detentor de uma cultura notável, foi gerente do Banco da Província e foi um grande empresário e comerciante. Fundou um dos primeiros escritórios de contabilidade de Lavras do Sul, além da Agência Chrysler (venda de automóveis) e um posto de gasolina. Foi um grande representante comercial e agente de seguros, além de comandar duas pequenas fábricas. de produção de café e sabão, que serviam para consumo local. Também, foi responsável pela famosa barraca Zeferino Teixeira, que vendia lã ovina, couro, peles e pelegos. Vereador na década de 1960, ajudou no Hospital de Lavras do Sul, no Clube Comercial e no Lions Clube, foi músico e poeta. Após o seu falecimento, em 11 de maio de 1972, aos 58 anos, alguns equipamentos públicos de lazer de Lavras do Sul receberam o nome de Zeferino Teixeira (o Camping Municipal e o Centro Comunitário da Vila Jacinto Gomez Filho – Cohab).

FONTE

TEIXEIRA, Edilberto. Lavras do Sul – na Bateia do Tempo. Santa Maria, 1992, 2 vol.

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BLOG: Histórico da Ovinocultura em Lavras do Sul/RS

Ovelhas, no Universo Pecuária, novembro de 2025 FOTO: Murilo de Carvalho Góes

Texto adaptado de trabalho desenvolvido pelo I.E.E. Dr. Bulcão, apresentado no Universo Pecuária, em novembro de 2022, durante o Seminário da Lã para a Juventude.

O município é reconhecido pela originalidade do artesanato de lã ovina, sendo esta uma identidade cultural de marca registrada do município na região e no Rio Grande do Sul. Grande produtor de lã para o mercado interno e exportação, o excedente produzido destinou-se para a transformação em artigos de encilha de cavalos (na lida do gado), além da criação de confecções a base de lã ovina, que são aproveitadas para enfrentar o rigor do inverno, dando origem a um comércio especializado e de estilo próprio na cidade. Porém, a partir dos anos 1980, o tecido sintético produzido pelas indústrias têxteis passou a substituir a lã ovina, ocasionando uma crise no setor laneiro. Aos poucos, a produção ovina foi substituída pela de bovinos de corte.

Surgiu, então, há mais de 30 anos, a organização dos artesãos lavrenses, gerando renda para as mulheres do campo e famílias envolvidas na produção, com a assistência técnica da Emater/RS, formando assim a Tecelagem Lavrense, alternativa rentável para a manutenção da produção. Atualmente, o artesanato tme mais valorização que a lã bruta, com um maior valor agregado, mercado e produção sustentável e de peças exclusivas.

Introduzidos no Brasil no século XVI, a criação de ovinos subiu de patamar de desenvolvimento econômico a partir do século XX, sobretudo no Rio Grande do Sul (regiões Fronteira Oeste, Pampa e Campanha). Na década de 1990, outro derivado ovino, a carne de cordeiro, começou a ganhar destaque, por conta de suas condições de clima e solos de pastagens, gerando uma carne de alta qualidade e grande potencial econômico para as famílias criadoras. A carne de ovino da região de Lavras do Sul, segundo pesquisas recentes, se assemelha muito à da Áustrália e Oceania.

Pelo menos dez raças de ovinos são criadas em Lavras do Sul. Exemplos de cabanhas: Tabuleiro (Poll Dorset); Estância Santo Antônio (Corriedale).

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ATUALIDADES 2026: Incêndio em prédio do centro de Lavras do Sul – janeiro

Parte do prédio onde se localiza entidades importantes de Lavras do Sul teve um incêndio na noite do dia 2/1/2026 FOTO: Reprodução / Redes Sociais – favor informar o autor da foto

 

Por volta das 23h30min de sexta-feira (2/1), um incêndio atingiu o prédio que concentra a Rodoviária, o Auditório, a Farmácia Municipal, o Restaurante Rodogrill e a Rádio Pepita FM, localizado na esquina da Rua dr. Pires Porto com a Av. Cel. Galvão, centro de Lavras do Sul. Apesar das chamas intensas, que podiam ser avistadas de diversos pontos da cidade, não houve feridos, mas parte do imóvel teve danos. Estimou-se a perda de 90% do telhado e foi constatado que a parte mais atingida foi o segundo andar. O estúdio da Rádio Pepita apresentou muita fumaça.

Ainda não se sabe a causa do incêndio, mas funcionários da Prefeitura e a população se mobilizaram para combater o fogo até chegar o Corpo de Bombeiros de Caçapava do Sul. Os horários de ônibus da Rodoviária de Lavras do Sul seguem normalmente, ocorrendo na Avenida Coronel Galvão, no mesmo endereço e sem alterações. O prédio da Farmácia Municipal está interditado por tempo indeterminado, apresentando perdas de medicamentos.

Segundo entrevista para GZH, Juninho Martins descreveu que as chamas consumiram boa parte da estrutura, mas que alguns equipamentos foram salvos graças a ajuda da comunidade: “A gente via o prédio consumido pelas chamas, a parte de cima caiu. Todo o teto, a rádio tinha muita fumaça. A população ajudou, todo mundo fez uma correria ajudando a tirar os equipamentos da rádio. Agora é reconstruir”. Na manhã de sábado, em pronunciamento nas redes sociais, o prefeito Renan Delabary lamentou o ocorrido mas destacou a mobilização para superar a adversidade. O prédio onde ocorreu o incêndio terá vistorias e avaliações do Corpo de Bombeiros a fim de definir se haverá condições de reocupação. Já a Rádio Pepita retornará em breve as suas transmissões, em um espaço cedido por uma empresa de comércio do município.

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BLOG: Vocabulário de Lavras do Sul/RS

Neste artigo, vamos conhecer algumas das expressões, vocabulário local e curiosidades que os sul-lavrenses costumam falar.

Agarrar-se com Santo Antônio

Pedir ajuda financeira a uma pessoa rica.

Andar muito saliente

Fazendo pouco caso dos demais.

Araiúba

Vocábulo sugerido, de origem indígena, para denominar Lavras do Sul em 1938 (significado: “lugar do ouro”).

Assalto Carnavalesco

Serenata que “invadia” as casas das pessoas no período pré-carnavalesco. O termo “Assalto”, no sentido figurado, é relacionado à comida, bebida e diversão.

Baile da Pelúcia

Antigo baile, também denominado Baile do Trigo ou Baila da Chita, anos 1950.

Batismo de Farinha e Cerveja

Cerimônia de iniciação tradicional dos churrascos do domingo de Carnaval do Vae de Qualquer Geito (VG).

Beco do Padre

Rua Padre Antônio Dias da Costa atualmente, localizada atrás da Igreja Matriz.

Cavouqueiro

Operários que de vez em quando eram usados na extração do ouro, sendo um ofício temporário de muitos lavrenses.

Dom Pedrito

A parte das mesas que estavam longe da pista de danças, após à ampliação do Clube Comercial, nos anos 1980.

Furar o Pano

Entrar em um circo sem pagar ingresso.

Gurizinho

Aquele que tomava cachaça no inicio da manhã (por volta das 9h) afirmando ser o retoque (gole) mais barato.

Isto é Lá com Santo Antônio

Expressão para evitar respostas comparativas e indesejadas.

Lavrinhas

Apelido carinhoso de Lavras do Sul.

Limousine do Lima

Expressão alusiva ao motorista que “corria”, fazendo a linha de transporte coletivo entre Lavras do Sul e Bagé, levando quatro horas de viagem.

Mão de Onça

Antiga casa noturna, com sinalização por lâmpada vermelha.

Marimbas

Bloco de Carnaval do início do século XX, formado exclusivamente por moças.

Nas Lavras (ou na Lavra)

Expressão indicativa de onde moram os lavrenses ou do que se refere a Lavras do Sul.

Ôra, Vaca Moura!

Tipo de interjeição (palavra ou expressão que demonstra surpresa ou emoção, acompanhada de um ponto de exclamação [!]).

Paredão

Represa localizada no Arroio Camaquã das Lavras – Praia do Paredão.

Praia do Seu Bidinho

Antigo local de lazer, antes da implantação da Praia do Paredão (ocorrida no final dos anos 1970).

Quinquincuera de Latincuera

Saudação do VG, nas noites de serenata, que era realizada ao dono da caso ao abrir a porta.

Rádio Galocha

Realizada todos os anos, na Terça de Carnaval, é uma emissora fictícia, que faz uma sátira dos fatos ocorridos no ano anterior em Lavras do Sul.

Rádio Mugango

Emissora fictícia do Grupo dos Relaxados, que faz sátira dos fatos do ano em Lavras do Sul. Realizada no Sábado de Carnaval.

Rede Cacique

Rede de alto-falantes de propriedade de Dona Ibraíma (anos 1950).

Retinflau

Adjetivo que significa falar meio bêbado, alegre por efetio de bebida alcoolica.

Rua das Tropas

Antigo nome da Av. Cel. Galvão.

Relaxado

Componente ou integrante do Grupo dos Relaxados, o bloco carnavalesco de salão mais antigo do Brasil (fundado em 1930).

Santana do Faxinal

Madrinha do Grupo dos Relaxados.

Se dá boa tarde é pra aroeira

Expressão dita a quem dá “boa tarde” antes de almoçar.

Sinal da Luz

Rápida interrupção de luz que sempre ocorria quinze minutos antes da meia-noite, avisando que a cidade iria ficar às escuras (sem energia elétrica), até meados dos anos 1970, quando a energia elétrica passou a ser fornecida 24 horas por dia.

Taleira de pão

Pão comercializado na Padaria São José.

Tem mais voltas que o Rio Camaquã

Ditado popular local.

Terrinha

Referência carinhosa a Lavras do Sul.

Uruguai

O outro lado do Arroio Camaquã das Lavras (chamado também de “Vila Militar”)

Vae de Qualquer Geito (VG)

Fundado em 1937 (primeiro carnaval em 1938), é outra importante entidade carnavalesca de Lavras do Sul, rivalizando, de forma saudável, com o Grupo dos Relaxados.

Vira Lata

Bloco carnavalesco de jovens fundado em 1980.

FONTE
TEIXEIRA, Edilberto. Lavras do Sul – na Bateia do Tempo. Santa Maria, 1992, 2 vol.

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BLOG: Aspectos geográficos de Lavras do Sul/RS

Lavras do Sul localiza-se num ponto estratégico do Pampa Gaúcho, entre as áreas metropolitanas do leste gaúcho e o Mercosul. O município, fundado em 9 de maio de 1882 – emancipado de Caçapava do Sul -, possui, em 2024, segundo o IBGE, 7.204 habitantes, distribuídos em uma área de 2.601 km² e dois distritos (Sede e Ibaré).

Localizado no sudoeste do Rio Grande do Sul (Campanha Meridional) e numa das pontas da chamada “Serra do Sudeste”, a 320 km de Porto Alegre. Possui 2.601 km² de superfície, 7.204 habitantes (segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, para 2024). Foi emancipado politicamente de Caçapava do Sul, em 9 de maio de 1882.

Tem sete municípios vizinhos: Bagé, Dom Pedrito, São Gabriel, Santa Margarida do Sul, Vila Nova do Sul, São Sepé e Caçapava do Sul.

Localiza-se a 82 km de Bagé, 64 km de Caçapava do Sul, 180 km de Santa Maria e 320 km de Porto Alegre. De acordo com as coordenadas geográficas, situa-se na latitude de 30°48″41″S e longitude 53°54″02″O.

Divide-se em dois distritos: Sede (Primeiro Distrito), 1.281 km²; Ibaré (1.340 km²).

Lavras do Sul surgiu a partir de um acampamento mineiro que foi instalado junto ao Rio Camaquã, em que explorava as pepitas de ouro depositadas no meio do rio. A partir da descoberta do valioso mineral, colonização de diversas regiões, no final do século XVIII, formou-se um núcleo populacional (antes integrante das terras de Rio Pardo e Rio Grande, e depois de Caçapava do Sul). A lavra (palavra que significa mineração) dá origem ao nome do município, além do acréscimo “do Sul”, por já existir o município de Lavras, em Minas Gerais.

Em 9 de maio de 1882, tornou-se “Villa”, emancipando-se de Caçapava do Sul. Em 1939, foi elevada à categoria de cidade.

A mineração do ouro e a formação do território gaúcho (através das linhas dos Tratados de Madrid e Santo Ildefonso, surgidas pelas disputas entre em portugueses e espanhóis) ajudaram muito na formação do vasto território.

A colonização, oficialmente, iniciou-se em 1825, embora já haviam comunidades mineradoras antes desta data. Em 1847, Lavras é elevada à categoria de freguesia. Em 1882, com a emancipação, tornou-se vila, e em março de 1939, elevou-se à cidade.

Lavras do Sul tem, em seus 2.601 km², possui paisagens que varia entre campos planos e um pequeno planalto, com altitudes que vão de 99 metros (no extremo oeste, às margens do Rio Santa Maria – divisa com Dom Pedrito), a 469 metros (na porção norte, divisa com São Gabriel). A zona urbana (cidade) está a 277 m de altitude (algumas áreas do centro variam entre 300 e 380 metros acima do nível do mar).

O município está em um divisor natural de águas e terras, tendo, em sua porção leste, um planalto que foi bastante trabalhado pela erosão. Na parte oeste (onde se encontra o Ibaré), o relevo é mais plano. Em ambos os lados de Lavras do Sul, há bastante campos, com vegetação de gramíneas e arbustos.

A composição das terras e da vegetação gerou campos nativos para Lavras do Sul, com mais de 80% de seu território preservado, com solos propícios para a pecuária, atualmente uma das principais atividades econômicas lavrenses.

Exemplos de pontos geográficos de Lavras do Sul

Cerro Formoso
Cerro do Tigre
Cerro Branco
Cerro da Mantiqueira
Toca do Corvo
Rincão do Inferno (propriedade particular)
Serra do Acampamento
Serra do Jaguari
Serra do Ibaré
Serra do Taboleiro
Serra do Batovi
Coxilha do Jacques
Coxilha do Maricá
Marco Gaúcho das Águas
Curral de Pedras

Três tipos principais de vegetação (campos, mata subtropical e pântanos) são encontrados em Lavras do Sul. Há diversas espécies de plantas no município, como arbustos, gramíneas, aroeiras, cinamomos, ciprestes, araucárias, cactus entre outros.

Sobre a hidrografia de Lavras do Sul, o município situa-se em duas bacias hidrográficas (47% do território estão dentro da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria e 53%, pertencem à Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã). O divisor de águas está na região da Meia-Lua (o Marco Gaúcho das Águas, local erguido em 2004, que simboliza o encontro das águas dos três sistemas hidrográficos do Rio Grande do Sul, as bacias dos Uruguai, Atlântico Sudeste e Guaíba).

O arroio Camaquã das Lavras banha a sede (zona urbana) e deságua no Arroio do Hilário, que por sua vez, deságua no Rio Camaquã; já o arroio Jaguari banha o Ibaré (Segundo Distrito), desaguando no Rio Santa Maria. Os arroios integrantes das duas bacias tem trajetórias de suas águas correndo em lados opostos (contrários).

Alguns cursos d’água do território lavrense

Bacia do Camaquã:

Arroio Camaquã das Lavras
Arroio do Jacques
Arroio do Hilário
Arroio da Mantiqueira
Arroio Maricá
Arroio do Tigre
Arroio Imbicuí
Arroio da Cruz
Sanga da Matilde
Arroio Camaquã-Chico

Bacia do Rio Santa Maria:

Arroio Jaguari
Arroio Ivaró
Arroio Santo Antônio
Arroio Taquarembó
Sanga da Cachoeira
Arroio Salsinho

O clima de Lavras do Sul é subtropical úmido, com as quatro estações bem definidas e mais de 1.600 mm anuais de chuvas em média (embora sujeito a alguns períodos de seca).

A temperatura média do município durante o ano é de 18°C. No verão, pode chegar a 40°C e no inverno, a 0°C ou até menos. Ocorre, também, de 15 a 30 geadas, anualmente, além de um período mais frio entre maio e setembro.

O solo de Lavras do Sul tem formação em granítica, com superfície de rochas duras, muitas vezes de aspecto parecido com mármore.

Existem diversos tipos de rochas nos solos lavrenses, vários deles expostos na Lavras do Sul Mineração, empresa que promove estudos e extração mineral – uma das bases de formação do município.

Diversas rochas são encontradas em Lavras do Sul, como quartzos, granitos e mármores.

Vários cursos d”água de Lavras do Sul apresentam bancos de areia, formados por materiais vindos de outras rochas que se transformaram em areia (os chamados sedimentos).

A fauna de Lavras do Sul apresenta diversidade. Pelo menos 220 espécies de aves e pássaros foram avistadas no município. Há locais naturais na zona urbana, áreas verdes e parques (Parque de Exposições Olavo de Almeida Macedo, do Sindicato de Lavras do Sul; Camping Municipal Zeferino Teixeira – Praia do Paredão).

Há alguns problemas ambientais em Lavras do Sul, que requerem atenção de toda a comunidade, como, por exemplos, a necessidade de castração de cães, gatos e cavalos, a poluição em alguns pontos do arroio Camaquã das Lavras, lixo em locais indevidos, queimadas, necessidade de instalação de sistema de tratamento de esgotos e poluição sonora. Em 2025, já ocorrem mobilizações para a redução desses problemas, visando a melhoria da qualidade ambiental e de vida dos habitantes.

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PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS: Valores do Camping Municipal Zeferino Teixeira (verão 2025/2026)

Fique atento aos valores do Camping Municipal Zeferino Teixeira (Praia do Paredão), em Lavras do Sul/RS.
O atendimento turístico e mais informações podem ser obtidas na Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Desenvolvimento Econômico, que se localiza na rua Dr. Pires Porto, 365, Centro – 55 3282 1239 -, de segunda a sexta, das 8h às 14h -, ou pelo celular 55 99704 6304. A entidade coordena a promoção de diversos eventos na cidade.

Valores das Diárias – Cabanas

Todas as cabanas possuem área externa e banheiro individual.

* Cabanas para até 4 pessoas: inclui frigobar, pia, sofá-cama e duas camas de solteiro (valor da diária: R$ 150,00);

* Cabanas para até 2 pessoas: inclui frigobar e sofá-cama (valor da diária: R$ 100,00);

* Cabanas para até 2 pessoas: inclui sofá-cama (valor da diária: R$ 75,00).

Valores das Diárias – Acampamentos

* Acampamento para barraca iglu (até 6 pessoas) – Valor da diária: R$ 90,00

* Acampamento para barraca (até 4 pessoas) – Valor da diária: R$ 60,00

* Pessoas extras (acima do limite na barraca: acréscimo de R$ 20,00 por pessoa na diária.

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